Luiz Aragão, voluntário da Rede Brasileira de Trilhas, chegou no Parque Estadual da Lagoa do Açu na terça-feira, 02 de junho
A “Volta ao Rio”, lançada no início do mês de maio, conecta trilhas já consagradas a trechos de bicicleta e até de caiaque. Seguindo esse roteiro, Luiz Aragão, voluntário da Rede Brasileira de Trilhas, chegou à praia do Farol de São Thomé, no Pelag - Parque Estadual da Lagoa do Açu, nesta terça-feira, 02 de junho. Ele partiu no dia 1º de maio do Cristo Redentor com o objetivo de registrar todos os 3.500 km da Volta ao Rio.
No meado de maio, Luiz passou pelo Parque Estadual dos Três Picos, seguindo em direção a Nova Friburgo, na Região Serrana. Passou pelo Parque Estadual do Desegano, unidade que abrange Campos dos Goytacazes, Santa Maria Madalena e São Fidélis, sendo o 1º parque da América Latina a receber o selo internacional de céu escuro (Dark Sky Park) devido à baixíssima poluição luminosa. De lá, Luiz seguiu até o Pelag, na praia campista, onde deu uma entrevista para a jornalista Fabiana Henriques do Portal do Farol. (Veja o vídeo no fim da matéria!)
Luiz Aragão já testou o traçado e logística das três mais longas trilhas da Rede: Transmantiqueira, Transespinhaço e agora, a Volta ao Rio, atuando como um articulador e técnico fundamental na consolidação da Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso. Ele ganhou enorme projeção ao realizar, em abril de 2025, o primeiro thru-hike (travessia contínua e integral), uma travessia inédita no Brasil, dos cerca de 970 km da Trilha Transmantiqueira, que atravessa 38 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. A jornada que durou 77 dias começou no Horto Florestal, em São Paulo, e terminou no Parque Estadual do Ibitipoca, em Minas Gerais, no dia 10 de julho.
Trilha Volta ao Rio
Atualmente, na expedição Volta ao Rio, o objetivo é mapear, conectar e consolidar a recém-lançada supertrilha que interliga unidades de conservação e corredores ecológicos por todas as regiões do estado fluminense. O circuito completo da Trilha Volta ao Rio soma aproximadamente 3.500 km planejados. Ele conecta trilhas já consagradas da Rede (como a Trilha Transcarioca e a Travessia Petrópolis-Teresópolis) a novos trechos que passam pela Costa Verde, Serra e litoral. O trabalho de campo de Aragão serve para estruturar a sinalização (as famosas pegadas amarelas e pretas), avaliar a segurança das rotas e promover o turismo de natureza sustentável nas comunidades locais.
De acordo com Luiz, não é necessário percorrer todo o trajeto de uma só vez. ''O percurso pode ser realizado em etapas, de acordo com a disponibilidade de cada pessoa, e em diferentes momentos do ano'', destacou.
A iniciativa é conduzida de forma integrada pela Rede Brasileira de Trilhas, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e pela Companhia de Turismo do Estado do Rio de Janeiro (TurisRio), com apoio do Ministério do Meio Ambiente, do Ministério do Turismo e das prefeituras que aderiram ao projeto, que segue em expansão, para integrar, progressivamente, todos os 92 municípios do RJ.



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