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domingo, 17 de dezembro de 2017

Obstáculos a caminho do Farol

 Rodrigo Silveira
A RJ 216 é uma rodovia do estado do Rio de Janeiro, que tem 52 quilômetros de extensão e liga o município de Campos à praia de Farol de São Thomé, no litoral campista. 

Uma rodovia com bastante movimento de carros de passeio, caminhões, vans e ônibus, e que no período de fim de ano e verão recebe um fluxo praticamente duplicado de veículos. 

A Polícia Rodoviária Estadual vai aumentar o efetivo para atender a demanda nesse período já que, até chegar a praia do Farol, passa por muitas localidades. A rodovia conta com alguns obstáculos, como a falta de iluminação no trecho de Goytacazes, o que deixa os motoristas confusos e inseguros.

Com a chegada da alta estação, moradores das áreas urbanas migram para as regiões litorâneas na tentativa de minimizarem os efeitos das temperaturas elevadas. Todo ano eles encontram a rodovia em bom estado de conservação, mas com um número excessivo de quebra-molas, no total 45, e muitos deles sem nenhum tipo de sinalização. As placas que deveriam estar a 100 metros de distância, nem sempre existem ou muitas estão presas no poste em cima do quebra-molas. Isso deixa o motorista inseguro.

Esse foi o caso de Leonardo Castro. Segundo ele a distância de uma lombada para outra é muito pequena e sem sinalização danifica os carros. O maior problema é a noite que é impossível enxergar as lombadas. Eu mesmo, já bati com o fundo do carro porque não consegui identificar o quebra-molas. Acho que uma sinalização com o olho de gato ficaria mais visível e evitaria até mesmo acidentes graves — disse ele.

Outro problema encontrado foi na chegada da praia do Farol de São Thomé, próximo ao heliporto. O local está com um trecho com muitos buracos e com a chegada do verão a situação poderá ficar ainda mais complicada. Os motoristas são obrigados a desviar ou, às vezes, ocupar a pista contrária.
 Rodrigo Silveira
No entanto, nem tudo é crítica. Existe também quem acha que a RJ 216 não tem problema nenhum. Esse é o caso do comerciante Carlos Rocha. Ele tem um comércio à margem da pista e diz que o asfalto está bom e que a falta de sinalização não atrapalha quem já conhece a pista.

— Quem conhece a rodovia ou passa por aqui diariamente sabe os pontos onde estão os quebra-molas e isso não atrapalha em nada o fluxo. A gente que mora aqui teme sim o aumento do número de veículos e dos motoristas que não conhecem o trecho. Isso pode alterar a nossa rotina. Basta o motorista que não conhece o local ter mais prudência e evitar dirigir à noite — disse ele.

A equipe de reportagem do Jornal Folha da Manhã tentou contato com o Departamento de Estrada e Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ), mas até o fechamento desta matéria nenhuma resposta foi enviada.

Conhecida como Estrada Campos-Farol, ou Estrada do Açúcar, já que em suas margens são encontradas diversas usinas, a RJ 216 é uma das estradas mais importantes do Norte Fluminense. Além de escoar a produção de açúcar, ainda há tráfego vindo do polo cerâmico, da atividade pesqueira e dos petroleiros que utilizam o heliponto do Farol de São Thomé.

Trecho em Goytacazes preocupa moradores

“O trecho é novo, a pista é considerada boa, mas não tem sinalização e muito menos está iluminada”. Esse é o desabafo do motorista Carlos Antônio Vieira. Ele está acostumado a passar pelo local diariamente e também à noite, mas com cautela, segundo ele.

— Moro em Goytacazes e utilizo esse trecho novo quase sempre, mas durante a noite fica muito perigoso passar por lá. A gente acaba ficando refém de assaltantes — informou ele.

Em nota, o Instituto Municipal de Trânsito e Transporte (IMTT) informou que desde o início do ano, foi reforçada a sinalização horizontal e realizada reposição de placas de sinalização vertical, no trecho da Lourival Martins Beda. “Ocorre que, algumas destas sinalizações, vem sendo depredadas ou furtadas. Nestes casos, o IMTT orienta que a população comunique ao órgão sobre estas ausências, através do telefone (22) 981751160. O IMTT informa, ainda, que já iniciou novas ações para revitalização de sinalização, também, neste trecho”.

Quanto a falta de iluminação a superintendência de Iluminação Pública informou que todas as solicitações estão sendo protocoladas e, assim que houver liberação do edital de licitação, remetido ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), um novo cronograma de atendimento será estabelecido, para atender a esta demanda. O órgão vem buscando, através de parcerias, a possibilidade de reposição de lâmpadas em alguns trechos, até que seja concluído o certame. A superintendência disponibiliza os telefones (22) 98175 0931 ou 98126 0880 (WhatsApp) para atendimento à população.

Folha da Manhã

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