População sofre e se manifesta com o descaso do trecho entre Farolzinho - Maria Rosa ao Açu-SJB, onde, devido a erosão provocada pelas constantes ressacas do mar, acabou com a estrada que era utilizada por vários trabalhadores. Produtores rurais que vinham da Quixaba, Açu e localidades vizinhas, encontram dificuldades para chegar até Farol de São Thomé pelo trecho que dava agilidade aos seus serviços na hora de comercializar as hortaliças e verduras na praia campista.
Da mesma forma, moradores do Farol que precisam da estrada para chegar até o município de São João da Barra, não conseguem utilizar o atalho sem um veículo traçado. Alguns que se arriscam pelo trajeto ficam com seus carros atolados no local.
O turismo e o ecoturismo, tão defendido pelos órgãos responsáveis, ficam prejudicados devido a falta de estrada tanto da área do Farolzinho ao Açu, quanto à Farol - Barra do Furado, que está indo pelo mesmo caminho.
Em junho de 2021, um produtor rural fez um desabafo:
"Esse é o atalho que eu uso há 40 anos para trabalhar. Pedalo três horas e vinte minutos quatro vezes por semana nessa estrada para entregar minhas verduras em Campos. Já enfartei três vezes nesse trajeto e não posso abrir mão dele, porque é o meu único modo de sustento. Estou vendo a estrada acabar dia após dia sendo engolida pelo mar. E o que fica é um enorme sentimento de vazio". O relato foi do produtor rural Adilson Ramos, de 62 anos, que produz em Quixaba, em São João da Barra, e comercializa no Xexé.
Na outra extremidade da orla do Farol, na localidade de Gaivotas, existe outro ponto crítico. Também devido às ressacas, as areias sempre invadem o acesso. A alternativa encontrada é, a cada nova ressaca, interditar parte do trajeto e desviar o percurso por uma área mais afastada da orla para viabilizar que os motoristas sigam tendo acesso a Barra do Furado, em Quissamã.
Há mais de um ano Comissão definia traçado para novo acesso entre Farolzinho e Açu
Em junho de 2021, uma comissão foi designada para iniciar o planejamento das obras emergenciais na localidade do Xexé, onde o mar, à época, provocava a erosão da pista. Um novo traçado da estrada que dá acesso ao Açu, havia sido definido. O trecho que espera pela abertura de uma nova estrada fica a aproximadamente 150 metros da orla da praia campista. A distância é necessária para preservação da vegetação da Unidade de Conservação de Proteção Integral.
O Parque Estadual da Lagoa do Açu, vinculado ao Instituto Estadual do Ambiente (Inea), ficou responsável por elaborar o projeto e encaminhar ao município. O Grupo de Trabalho estabelecido ficou de alinhar todas as questões necessárias para execução da obra.
Ainda em junho de 2021, de acordo com o secretário de Defesa Civil, coronel Alcemir Pascoutto, disse na época que era preciso seguir todos os trâmites burocráticos junto ao Inea e dar continuidade às articulações do Grupo de Trabalho para agilizar a execução dessa obra tão importante. Mas, o que se constata hoje é que nada mudou e nenhuma obra para abertura de uma estrada foi feita, após mais de um ano de espera.
Neste domingo 28, moradores e trabalhadores que precisam utilizar o trajeto fizeram uma manifestação no trecho entre Farolzinho e Açu, para que os órgãos responsáveis tomem providências.



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