Curiosidades




Você Sabia?

Que o idealizador do Farol, o engenheiro francês GUSTAVE EIFFEL é o mesmo que participou da construção da Estátua da Liberdade em Nova Iorque e da Torre Eiffel de Paris?   
               
Você Sabia?

Em 1883, Dom Pedro II, inaugurou na cidade, o primeiro serviço público municipal de iluminação, tornando Campos dos Goytacazes a primeira cidade do Brasil e da América Latina a receber iluminação pública elétrica, através de uma termelétrica a vapor acionadora de três dínamos com potência de 52 KW, fornecendo energia para 39 lâmpadas de 2 000 velas cada.
Dom Pedro II
Você Sabia?

Que há 25 milhas ao sul do Farol de São Thomé, encontra-se naufragado desde 19/07/1944, o navio 'VITAL DE OLIVEIRA'? 

Durante a segunda guerra mundial, ele foi atacado às 23:55 com um torpedo na popa (U-861 torpedo alemão). Era um navio a vapor de 89 metros, que tinha como comandante o capitão de fragata: João Batista de Medeiros Guimarães Roxo. O ataque deixou um total de 100 mortos.
Latitude: 22º 29' S.
Longitude: 41º 9' W.

Naufrágio vira documentário
O documentário Resgate Vital é repleto de histórias, depoimentos e imagens jamais vistas e que foram encontradas à 55 metros de profundidade a 25 milhas ao sul do Farol de São Thomé​ e  73 anos passados.
Você Sabia?


Que o Farol é área de alimentação para as cinco espécies que ocorrem no Brasil e de reprodução para a tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta).
 
O Tamar atua nessa região desde 1992. A base trabalha durante todo o ano e na temporada reprodutiva, de setembro a março, monitorando cerca de 100km de praia, entre a foz do rio Paraíba do Sul e Farol de São Thomé, onde fica a principal área de reprodução. Protege cerca de mil desovas, com 80 mil filhotes por ano.

Esse litoral ainda preserva áreas de restinga e lagoas bem conservadas.

Você Sabia?

Que o Cabo de São Thomé é uma península (um braço de terra que avança pelo mar, ligando-se ao resto do continente) que se localiza cinquenta quilômetros a sudeste da cidade de Campos dos Goytacazes.

O cabo foi formado por sedimentos depositados pelo Rio Paraíba do Sul. 

Foi avistado pela primeira vez por europeus em 1501 

Ao longo das expedições, os portugueses costumavam batizar os acidentes geográficos segundo o calendário com os nomes dos santos dos dias, ignorando os nomes locais dados pelos nativos. Em 1 de novembro (Dia de Todos os Santos), chegaram à Baía de Todos os Santos, em 21 de dezembro (dia de São Thomé) ao Cabo de São Thomé, em 1 de janeiro de 1502 à Baía da Guanabara (por isso batizada de "Rio de Janeiro") e no dia 6 de janeiro (Dia de Reis) à angra (baía) batizada como Angra dos Reis. 
Farol de São Thomé - 1950
Foto: Blog de Luiz Felipe Muniz
Foto histórica, foi registrada há 57 anos, em agosto de 1959.

A ocasião marcava o início da primeira perfuração de um poço estratigráfico na praia do Farol de São Thomé, com o objetivo de estudar a presença de petróleo no litoral.

Na foto estão presentes o Presidente da Petrobras na época, Idálio Sadenberg e o Governador do Estado do Rio de Janeiro, Roberto Silveira.

O referido poço está situado numa fazenda no Xexé.
Foto: Nho Quintanilha - Pesca de arrastão no Farol - 1960
Você Sabia?

Em 9 de fevereiro de 1960, era inaugurado nesta data, na praia do Farol de São Thomé, o 1º Serviço de Guarda-Vidas. Numa época em que a praia campista era temida devido ao permanente mar agitado, tal providência, há muito reclamada, vinha afinal, preencher uma grande lacuna. A feliz iniciativa foi do prefeito José Alves de Azevedo que inaugurou em boa hora àquela atividade. Não é necessário dizer da excelente acolhida por parte dos frequentadores da praia do Farol. 

Do livro: "CAMPOS DEPOIS DO CENTENÁRIO" - Vol. 2 - (Waldir Carvalho)
Você Sabia?

Que a história do PETRÓLEO em Campos dos Goytacazes começou em Boa Vista, localidade vizinha à Farol de São Thomé?
A verdadeira história do petróleo em Campos dos Goytacazes (RJ), tem o seu início em 18 de março de 1918, quando o Coronel Olavo Alves Saldanha, gaúcho, que havia sido prefeito nos períodos 1904-1905 e 1907-1908 em Quaraí, no Rio Grande do Sul, adquire a Fazenda Boa Vista com 2.263 alqueires, da Sra. Benedita Brasilina Pinheiro Machado, viúva de seu amigo e também gaúcho, General José Gomes Pinheiro Machado, por 1.200 contos de réis de porteira fechada. No patrimônio da fazenda constavam 9.000 bois, 700 carneiros e 30 cavalos.
  
     Quando ainda era o proprietário da Fazenda, o General Pinheiro Machado, em 11 de fevereiro de 1913, recebeu o então Presidente do Brasil, Marechal Hermes da Fonseca, para uma caçada. Ambos percorreram os campos da Boa Vista, do Xexé até a Barra do Furado. Os limites da propriedade iam do lado direito da Barra do Açu, até a Barra do Furado. Podemos dizer então, que todo o litoral campista pertencia à Fazenda Boa Vista.
 
 Coronel Olavo Alves Saldanha
(Nasceu em 1864 e faleceu em 1927)
Pioneiro na prospecção de petróleo 
em Campos dos Goytacazes (RJ).
(Foto: acervo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga)
Fazenda Boa Vista (1910)
Campos dos Goytacazes - RJ
A Fazenda Boa Vista quando o Senador 
Pinheiro Machado ainda era o proprietário
(Foto: www.ibamendes.com)
Fazenda Boa Vista 1910 
Castração de cavalo na Fazenda Boa Vista, 
Quando o Senador Pinheiro Machado ainda era o proprietário

  Após a morte do General e Senador da República, Pinheiro Machado, que foi assassinado com uma punhalada pelas costas por Manso de Paiva, às 16h30 de 8 de setembro de 1915, no saguão do Hotel dos Estrangeiros, no Flamengo (Rio de Janeiro), Olavo vem a Campos visitar a a Sra Benedita e conheceu então a Fazenda Boa Vista.

     Olavo gostou tanto do lugar, que por este motivo a viúva optou por vender a propriedade a ele. 
 General José Gomes Pinheiro Machado
(08/05/1851-08/09/1915)
 Fazenda Boa Vista (1920)
Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: acervo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga)
Coronel Olavo Alves Saldanha e  família.
Fazenda Boa Vista (1920)
Campos dos Goytacazes - RJ
     Da esquerda para a direita, a Sra. Seraphina (esposa de Olavo), o Cel. Olavo, o Sr. Quido, o Sr. Firmino, as Srts. Alzira, Virgínia, Seraphina e Maria (filhas do Coronel), Seraphim e Olavo (filhos do Coronel).
As filhas do Coronel Olavo Alves Saldanha
Fazenda Boa Vista (anos 20)
Campos dos Goytacazes - RJ
     Da esquerda para a direita: Alzira (Ziroca), Maria (Maricota), 
Virgínia (Vina) e Seraphina (Sirene). 
A Sra. Seraphina da Silva Saldanha, 
esposa de Olavo Alves Saldanha e seus filhos (anos 20).
Da esquerda para a direita: Olavo, James, Firmino, Seraphim e Cândido.
Fazenda Boa Vista (1920)
     Este cavalo da raça PSI de nome "Guerreiro", 
foi presente da viúva do Senador Pinheiro Machado 
ao Cel. Olavo Alves Saldanha.
Foto captada do Mirante do sobrado da Boa Vista, 
em direção ao Farol de São Thomé.
Fazenda Boa Vista (1920)

Para administrar a Fazenda, Olavo Saldanha mandou vir do Rio Grande do Sul, um homem de sua confiança, o gaúcho Euclides Pinto de Oliveira (1890-1986), pagando-lhe mensalmente 300 mil réis.

E foi ele, Euclides Pinto de Oliveira, Quido Pinto (como gostava de ser chamado), que se tornou um fazendeiro na região, a contar a um extinto jornal campista em 1982, como foi o pioneirismo em prospecção de petróleo em Campos.
 
 O poço petrolífero pioneiro na Fazenda Boa Vista 
(1922) Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: acervo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga)
O ano de 1922 ficou marcado no Brasil porque aconteceu, em São Paulo, a Semana de Arte Moderna, também chamada de Semana de 22, nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro, no Teatro Municipal. Cada dia da semana foi dedicado a um tema: pintura e escultura, poesia, literatura e música.

     Em Campos dos Goytacazes, este ano também se tornou histórico. Após detectar os primeiros sinais da existência de petróleo, Olavo Saldanha se associou ao então poderosíssimo Grupo Henrique Laje para realizar as primeiras sondagens na prospecção de petróleo.

     - "Eu vi - revela Quido Pinto - as bolinhas de barro, tiradas do poço aberto por Olavo Saldanha e Henrique Laje, pegarem fogo quando se acendia um fósforo e soltarem um cheiro que mais parecia querosene!"

     Quido, declarou que o seu antigo patrão, Olavo Saldanha, "era um homem de muita leitura e de boa cabeça". Foi o primeiro a procurar petróleo no município de Campos.

      -" Na fazenda Boa Vista havia uma vala que estava sempre com uma água oleosa e que, volta e meia, pegava fogo. Naquela época, falava-se muito em petróleo no Brasil e o velho Olavo era curioso e lia tudo sobre o assunto. Um dia, ele chegou para mim e disse que ia perfurar o local. Mandou construir um tripé, onde descia uma caçamba, pegou um trator para puxar a caçamba e começou o trabalho."

     -" Eu era jovem - prosseguiu - mas me lembro que, do barro que vinha na caçamba, ele fazia umas bolinhas que botava para secar no sol. Quando elas estavam bem secas, ele riscava um fósforo e elas pegavam fogo rápido. Depois saia uma fumaça e vinha, então um cheiro de querosene. Ele dizia que secava o excesso da água e que ficava no barro apenas o resíduo inflamável."
O poço petrolífero pioneiro na Fazenda Boa Vista (1922)
Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: acervo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga)
Técnicos, engenheiros e geólogos do Grupo Henrique Laje, vestidos com ternos de linho branco e sapato social, inspecionando os trabalhos na base da plataforma. O detalhe maior é a característica da tubulação utilizada: cano flexível corrugado.

     -"Um ano depois - prossegue Quido - desanimado com o engenho que armou para perfurar o poço, ele foi ao Rio de Janeiro onde teve uma conversa com Henrique Laje. Semanas depois, chegou na fazenda um americano de nome Whikman, que examinou o local, as bolinhas de barro e, por carta, autorizou Henrique Laje a mandar a máquina de perfurar (foto acima). Alguns dias depois aquele trambolho enorme chegou pelo trem e, com carretas puxadas por bois, trouxemos ela de Santo Amaro até a fazenda".

     - "A máquina levou alguns dias para ser montada pelo americano. Ela foi colocada num terreno de fronte à casa grande da fazenda e, perfurava por percussão, com o bate-estaca utilizado por essas construtoras de edifícios. Henrique Laje só veio uma vez à fazenda, quando ela começou a funcionar. Ela levou mais de um ano trabalhando e, à medida que a terra ia sendo retirada, as esperanças de se encontrar petróleo iam morrendo. Até que um dia houve a explosão do cano em que trabalhava a perfuradora. A peça empenou e, depois de perfurar pouco mais de 200 metros, os trabalhos foram interrompidos".

     - "De lá para cá - finalizou - o velho Olavo se desentendeu com Henrique Laje e não mais chegaram a um acordo. Henrique queria comprar a fazenda do velho Olavo e este não concordou. Chegaram a falar em arrendamento, mas seu Olavo disse que só aceitava se ele ficasse com maioria. Depois disso, o velho adoeceu, morreu e o americano nunca mais voltou ao lugar".

Com estes fatos, em Campos, podemos dizer que a existência de petróleo sempre foi uma esperança ou mesmo certeza, acalentada pelos antigos. A afirmação de que Campos possuia petróleo, com vasto manancial, aconteceu anos mais tarde, quando o geólogo Alberto Ribeiro Lamego, com base em estudos e pesquisas, afirma a existência do chamado "ouro negro" no sub-solo campista.

     Os anos foram passando e muitas histórias surgiram: algumas lendas e fatos comprobatórios de que a Fazenda Boa Vista e o Xexé eram fecundos reservatórios de petróleo. Também no Morro do Querosene, inclusive no bairro do Turfe Clube e na vizinha cidade de São João da Barra,  foram encontrados vestígios de petróleo. Conta-se a estória da descoberta em terras sanjoanenses e campistas de um óleo negro que pegava fogo e durava horas completamente aceso. E o teatrólogo Gastão Machado teve casas superlotadas em seu antigo Teatro Floriano, ao anunciar a revista "Tem Petróleo no Turfe".

     No Xexé foram realizadas diversas pesquisas, além dos trabalhos realizados no oceano em Atafona (São João da Barra) e no Farol de São Thomé.

     Ainda com relação às explorações realizadas em Xexé é bom que se diga que os trabalhos foram demorados e promissores sem, contudo, ser divulgado oficialmente o motivo da sua paralisação.
Sobrado da Fazenda Boa Vista (1975)
Foto: Orlando Braga
Esse casarão hospedou a Princesa Isabel e o Conde D'Eu, marido da Princesa, em 1882, quando da inauguração do Farol de São Thomé.

E O PETRÓLEO JORROU!
A Revista Manchete em sua edição nº 1.183 de 21 de dezembro de 1974, publicou uma extensa reportagem sobre a descoberta do petróleo em Campos, e aqui estão alguns trechos desta matéria.

      A versão brasileira do Eldorado já não é mais a lendária "Lagoa Dourada", em cujas margens habitavam índios ornamentados de ouro e que chegou a atrair o famoso explorador inglês Fawcett à selva amazônica em busca da Cidade Perdida. 

O moderno Eldorado brasileiro está a pouco mais de 200 km do Rio, diante da cidade de Campos - à qual se chega pela moderníssima BR-101 - e é o poço da Petrobrás 1-RJS-9A, que poderá dar ao país a cobiçada auto-suficiência em petróleo. Está a uns 80 km do litoral campista, numa posição bastante precisa: 40 graus, 06 minutos, 25 segundos de latitude oeste e 22 graus, 13 minutos e 46,6 segundos de longitude sul. Foi aí que jorrou o petróleo que devolveu Campos às manchetes dos jornais.

     No bairro de Guarús, ao qual se chega atravessando uma das três pontes sobre o largo rio Paraíba, ( a quarta ponte, que é metálica, serve apenas aos trens da Leopoldina), a alegria explode em muitas garrafas de champanha na casa do diligente Prefeito José Carlos Vieira Barbosa. Cercado de sua família, o prefeito de Campos exibe a mão coberta de petróleo do campos de Garoupa, enquanto uma amostra do combustível passa de mãos em mãos, como se fosse uma relíquia.

     Uma banca de jornais na Rua Treze exibe duas enormes manchetes do Monitor Campista, com 140 anos de vida, o terceiro jornal mais antigo do país: É o Ciclo do Petróleo! É a Redenção do Brasil!

     No jornal A Notícia, na Sete de Setembro, seu diretor, Hervé Salgado Rodrigues, diz com muito orgulho que foi um dos seus repórteres que deu o furo da descoberta do campo de Garoupa: "Em novembro de 1973, publicamos as declarações do mergulhador francês Jean-Pierre que já mostrava a existência de petróleo em frente ao litoral de Campos. Também o técnico Murray Lida nos disse, na mesma ocasião, que eram promissoras as perspectivas do campo de Garoupa. Fomos os primeiros a noticiar isso em todo o Brasil."

     Nunca, desde a visita de Pedro II, em 1883, o orgulho campista esteve tão alto. Para eles o descobrimento do petróleo não chega a ser novidade. "O que mais nos surpreende é a extensão das reservas em processo de demarcação", disse a Manchete o professor Yvan Senra Pessanha, historiador campista.

     "Desde o século passado se sabia da existência do petróleo em Campos. Nosso folclore está cheio de histórias de assombração que falam do fogo andante na região do Imbé. Em 1900, Júlio Feydit, com seu Subsídios Para a História dos Campos dos Goytacazes, revelou a presença do petróleo na região da Fazenda Boa Vista. E nosso importante geólogo Alberto Lamego Filho, em seu livro O Homem e a Restinga, ofereceu grande quantidade de evidências sobre a matéria. Mais tarde em 1944, o mesmo Lamego Filho ampliaria suas revelações com o livro A Bacia de Campos na Geologia Litorânea do Petróleo."
1974/1975/1977
O INÍCIO DA PRODUÇÃO
Plataforma Sedco 135-D
Bacia de Campos dos Goytacazes - RJ
Esta foi a primeira plataforma a produzir no Campo de Enchova.
   Em 1974, é descoberto petróleo na Bacia de Campos dos Goytacazes (RJ), no Campo de Garoupa. Em 1975, o governo federal autoriza a assinatura de contratos de serviços com cláusula de risco, o que permitiu a participação de empresas privadas na exploração. 

Por este contrato, as empresas investiam em exploração e, caso tivessem sucesso, receberiam os investimentos realizados e um prêmio em petróleo ou em dinheiro, mas a produção seria operada pela Petrobras. Houve apenas uma pequena descoberta na Bacia de Santos com a aplicação deste tipo de contrato. Em 1977, entra em operação o Campo de Enchova, o primeiro a produzir na Bacia de Campos, com a utilização do Sistema de Produção Antecipada. Pela primeira vez produz-se no Brasil a 120 metros de lâmina d’água. No final do anos 70, essa era considerada uma grande profundidade.
(Texto: blog.planalto.gov.br/)

E AGORA TEMOS O PRÉ-SAL
     Uma das maiores descobertas dos últimos anos. São estimados 8 bilhões de barris de petróleo numa faixa de 800 km de extensão.
  Navio-plataforma P-34
Bacia de Campos dos Goytacazes - RJ
Em 2 de setembro de 2008, o navio-plataforma P-34 extraiu o primeiro óleo da camada Pré-Sal, no Campo de Jubarte, na Bacia de Campos (RJ). Em 1o. de maio de 2009, deu-se início à produção de petróleo na descoberta de Tupi, por meio do Teste de Longa Duração (TLD).

O pré-sal é conceituado como uma porção do subsolo que se encontra sob uma camada de sal situada alguns quilômetros abaixo do leito do mar. Formada há 150 milhões de anos, a camada possui grandes reservatórios de óleo leve, que possui melhor qualidade e produz petróleo mais fino. 

As rochas do pré-sal têm extensão de 800 quilômetros do litoral brasileiro, desde Santa Catarina até o Espírito Santo, e atingem até 200 quilômetros de largura.   (http://www.canalvg.com.br/)

AS RUÍNAS

     Infelizmente com o abandono do suntuoso sobrado/sede da Fazenda Boa Vista, ocorreram invasões para furtar, não só o mobiliário que havia em seu interior, mas como também para retirar toda a madeira (de excelente qualidade) de sua estrutura. Numa dessas sorrateiras empreitadas, o pior aconteceu: alguém na calada da noite, para visualizar melhor o seu interior, causou um incêndio que consumiu o sobrado. E de sua estrutura, restou ainda erguida, uma pequena torre.
 Ruínas da Fazenda Boa Vista (11/04/2012)
Campos dos Goytacazes - RJ
(Foto: Dr. Serafim Saldanha Braga)
NOTA: A história do petróleo no Brasil se iniciou, em 1858, quando o Marquês de Olinda concedeu a José de Barros Pimentel o direito de extrair betume em terrenos situados nas margens do rio Maraú, na Bahia. 

     Em 1892, na cidade de Bofete no estado de São Paulo, ocorre a primeira sondagem profunda no Brasil. O poço, perfurado por Eugênio Ferreira de Camargo, abrange 488 metros de profundidade. Todavia, é encontrada apenas água sulfurosa.


As fotos e textos postados nesta matéria, pertencem ao acervo familiar e foram fornecidos gentilmente pelo médico veterinário Dr. Serafim Saldanha Braga, bisneto do Coronel Olavo Alves Saldanha.

Dr. Serafim Saldanha Braga



Você Sabia?
Que em 1920 os veranistas eram transportados por carro de boi de roda fina, com capota, no trecho Fazenda Boa Vista / Farol de São Thomé.
Fazenda Boa Vista (1920) - Campos dos Goytacazes - RJ 
(Foto: acervo particular do Dr. Serafim Saldanha Braga)
Você Sabia?
Que ao largo do Cabo São Thomé existem navios, barcos, rebocadores e até veleiros naufragados? Entre eles estão:

ARGENTINA naufragado em 1821;
Veleiro BAIANO, naufrágio devido a vazamento em 1873, altura do Cabo São Thomé há 20 milhas da costa;

Veleiro EMPREHENDEDOR, perdeu sua vela e âncoras em 1873, entre o Açu e o Cabo São Thomé;
Rebocador MOGÍ, explosão e incêndio em 1920, ao largo do Cabo São Thomé - 21º 24 S / 40º 24' W;

Barco ROYAL STANDARD, da Inglaterra, naufragado em 1876;
CRIOULOnaufragado em 1828;

ITATIBAnaufragado em 1918;
Vapor NECO encalhe em 1924 no Banco de São Thomé ;

RIO CAPIBARIBEnaufragado em 1976;
ORIENTAL ARGENTINOnaufragado em 1827;

Navio VITAL DE OLIVEIRAnaufragado desde 19/07/1944, há 25 milhas ao sul do Farol de São Thomé (Cabo São Thomé).

Incidente: Navio “Itapé”, na madrugada de 1º de Dezembro de 1940, ao longo do território brasileiro, a 18 milhas do Farol de São Thomé, foi abordado por um cruzador inglês que dele retirou 22 cidadãos alemães que viajavam com destino à Região Norte.

(Fonte: Naufrágios Brasil)

Cabo de São Thomé - Enorme banco de areia submerso, já fez a festa de diversos afundamentos de embarcações. Os pescadores mais antigos diziam que em dia de maré mais baixa, se viam várias sombras no fundo do mar e ainda a ponta de alguns mastros fazendo redemoinhos nas águas da superfície. Ninguém se arriscava a chegar mais perto com medo de ficar agarrado, comentavam.
Acervo André Pinto
(CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIÁ-LA)
Mapa do acervo de Andre Pinto: Este mapa, datado de 1767, denominado " Carta Topográfica da Capitania do Rio de Janeiro" feita por ordem do Conde de Cunha Capitão General e Vice Rey do Estado do Brazil, por Manoel Vieira Leão, Sargento Mor e Governador da Fortaleza do Castelo de São Sebastião da cidade do Rio de Janeiro, mostra bem a curvatura do Cabo de São Thomé, onde há perigosos bancos de areia. 

O Cabo de São Thomé, que faz parte de Campos dos Goytacazes, é bem perigoso e alguns capitães de embarcações, só acreditaram vendo. Sempre houve uma dinâmica costeira muito intensa naquela região. Os navios afundados naquele local nunca foram examinados por mergulhadores experientes, pois, segundo dizem, há uma forte convergência de correntes marítimas associadas à turbidez intensa das águas e com a presença de muitos tubarões. 

A realidade é que o local deve ter uma verdadeiro cemitério de embarcações e deve até ter a sobreposição de encalhes, onde prováveis galeões ou caravelas devem estar por debaixo de embarcações de períodos mais recentes. 
Chegada do Primeiro Trio Elétrico no Farol de São Thomé

No final dos anos 1980, o cantor Moraes Moreira, contemplando a orla do Farol de São Thomé, viu no lugar um cenário perfeito para a passagem de um trio elétrico e fez a sugestão à prefeitura de Campos. O baiano foi profético, já que o chamado "caminhão da alegria" até hoje continua arrastando multidões na Avenida Atlântica.

O empresário Roberto Costa da Bahia na festa de São Salvador em Campos, trouxe o trio elétrico e banda Kanguru (ex Tiete Vip) para um show, e a partir dai, fechou contrato para realizar a programação de verão no Farol, inicialmente com o Kanguru no Reveillon e depois substituindo o mesmo, o trio elétrico Axé e Cia, com a banda Frutos Tropicais, trazendo sucessos como 'chupa toda' e 'Xibiu', na epóca com o cantor Nelson Principe Negro, e posteriormente, o cantor André Musa.

"Em 1991, no finalzinho do verão, Garotinho (na época, o prefeito) pediu que providenciassem a vinda de um trio. Na época isso era feito pela Secretaria de Comunicação e Turismo. Foi uma apresentação só. Então, em 1993, o trio veio para o carnaval e passou a ser regular", relembra o jornalista  Jorge Luiz dos Santos.

Ele lembra também que o primeiro trio a comandar a multidão na orla do Farol chamava-se Novo Tempo, com a banda de mesmo nome. O músico Angeli Guerra estava lá. "As ruas do Farol ainda nem eram pavimentadas como são hoje. Viemos da Bahia com trio e banda. Depois foram quatro dias de carnaval e de muita festa. Era muito bacana. Naquela época a animação já era muito grande", conta o líder da extinta Novo Tempo, que veio para Campos por intermédio do então produtor de eventos, João Oliveira.

Angeli, que experimentou as emoções de estar em cima do trio nos primórdios, fazendo história na praia, até hoje pode contemplar a orla lotada, agora na banda Sabor de Beijo. Está sempre no trio onde já passaram grandes estrelas da música baiana, em incontáveis e movimentados carnavais de rua. Em Campos há 15 anos, o baiano tem orgulho de fazer parte de uma história que teve até trilha sonora. "Na época, fiz uma música chamada De cara pro Sol, que acabou virando uma espécie de jingle da praia. Em todo lugar que a gente ia, estava tocando", diz.

Quem não se lembra do "Alô Juventude!" de Nelson Príncipe Negro enquanto o trio avançava pela praia? Certamente uma época inesquecível também para o baiano, que se orgulha de ser um personagem marcante dessa história. "Tocamos o réveillon de 92 para 93. O Farol sempre teve uma magia muito grande, uma emoção que a gente não explica. Isso existe até hoje", comenta o músico.

O encontro de gerações é o que mais emociona o cantor. "É maravilhoso a gente ver pessoas que iam ao trio naquela época, hoje com seus filhos, curtindo. Nossa! Isso é muito legal", diz Nelson.

Quanto ao famoso bordão... "Acho que vai morrer comigo. Aliás, acho que o 'Alô Juventude' não vai morrer. Vai se perpertuar através do meu filho", prevê.

Também não dá para falar em trio no Farol sem mencionar a banda A Massa. O também baiano Gil Paixão, então vocalista da banda, junto com Pepinho na época, deixou seu nome registrado nessa história. "Foi um período bem interessante. Quando chegamos com o trio, não sabíamos a repercussão que isso teria por aqui. Lá na Bahia era algo corriqueiro, a gente já sabia dos efeitos sobre as pessoas,  mas a reação das pessoas daqui foi melhor do que a gente imaginava. A aceitação foi aos poucos, claro, e a praia acabou se tornando referência", observa Gil, que não esconde a emoção de  comandar um imenso cordão humano a perder de vista. "O trio elétrico é um palco ambulante. Tocar num palco fixo é algo mais monótono,  exige muito mais do músico na hora de prender a atenção do público. No trio não, o cenário vai mudando, as músicas vão mudando, as pessoas vão contemplando visuais diferentes, envolvidas pelas músicas. Sem falar nessa magia que o trio proporciona", compara o músico, que, em 1995 começou um trabalho solo. 

Essa magia com uma boa dose de nostalgia completou 25 anos em 2016. 
A Praia do Farol de São Thomé

Nos 40 km de sua orla estão plantadas casuarinas. Suas águas mudam de cor conforme os ventos, sendo que, na maior parte do ano, sua tonalidade é cor da areia. É propícia para banhos e prática de surfe. Durante o verão há vasta programação de eventos culturais, esportivos e de lazer promovidos pela Prefeitura da cidade. 

A nova sensação da Praia é a APA Área de Preservação Ambiental do Lagamar, protegida por Lei Municipal desde 1993. Pedaço privilegiado do litoral serve como contraponto ao agito da praia. A APA do Lagamar é um local tranqüilo, adequado para andar de pedalinho e caiaque bem como praticar windsurfe e barco à vela. Possui 12 quiosques e estacionamento para 80 veículos.

Praia localizada há aproximadamente 50 km da cidade de Campos. 

O Farol de São Thomé reúne história, belezas naturais e diversão, sendo a praia mais badalada do norte do estado. Com estrutura hoteleira diversificada e de qualidade - hotéis, pousadas e restaurantes dão suporte ao turista durante o ano todo. Nesta praia está presente o TAMAR, projeto de proteção e alimentação de tartarugas marinhas.

Atrativos:   

-  Os Quiosques da Orla
Surgiram na praia em 1991, inicialmente como projeto da prefeitura cuja idéia era a construção de banheiros à beira mar para utilização dos banhistas, mas a manutenção desses banheiros custaria caro para a prefeitura, então a idéia foi reformulada e optou-se pela construção de bares com banheiros, todos padronizados, pois assim o dono do bar ficaria responsável pela manutenção dos mesmos; a idéia foi tão bem recebida, que hoje já são 38 em apenas 3 km de orla. 

- Casuarinas
Nossas casuarinas não são nativas, ao contrário do que muita gente pensa. Elas foram importadas da Polinésia e plantadas aqui há décadas. 

- Náutico e Cruzeiro 
O cruzeiro foi erguido no ano de 1965, sendo um marco de fé e confiança no progresso da praia de Campos, mesmo ano em que foi inaugurado o Clube Náutico do Farol, que na época tinha estacionamento, salão envidraçado, piso de mármore, parque interno ajardinado, bar, churrascaria, boate, cinema, palco, piscina, playground e ornamentado com peças históricas valiosas. 

- Igreja Nossa Senhora das Rosas 
Ela tem a lateral repleta de vitrais com versos do pai nosso, fica no início da Vila do Sol de frente para a praia, próximo a mansão dos cubanos.

- Casa das Pedras ou casarão do Xexé
Quem passou por ela ou tem o costume de passar deve ter notado que ela vive fechada. Situada na Rua Men de Sá, no Xexé, o casarão pertenceu a um baiano riquíssimo que de tanto bancar festas para os amigos, acabou falindo e tendo que passar a casa a diante, trocando-o por um barco e um carro de um português aposentado que morou nela por uns quatro anos, quando a vendeu para um pernambucano rico e solteiro que foi morar lá sozinho. 

Depois de alguns anos morando na casa, resolveu reformá-la e começou pela garagem dos fundos, quando retirava as telhas despencou lá de cima e ficou paralítico, ficou ainda alguns meses na casa sendo cuidado pela caseira, dona Maria (hoje falecida), até que uma sobrinha dele veio buscá-lo e levou para o Rio de Janeiro; depois disso nunca mais mandou notícias, a caseira enquanto viva, disse que só sabia que ele estava vivo porque continuava recebendo o salário mensalmente.  Hoje, o casarão pertence ao pecuarista e empresário Evaldo Abreu. - (Última Atualização em 05/2014)

- Farolzinho 
É um farol de proporções bem menores que as do outro farol. Foi construído em 1882 , e localiza-se no ponto onde fica o Cabo de São Thomé. Funciona com energia solar. 

- Xexé 
Não se sabe por que esta localidade tem esse nome, mas sabe-se que foram feitas aqui em 1920 as primeiras perfurações à procura de petróleo nessa região. Em 1922, o coronel Olavo Saldanha, que foi o último proprietário da fazenda Boa Vista mandou abrir valas para drenagem na fazenda e sentiu um forte cheiro de querosene na lama retirada. Levou uma amostra para ser examinada no Rio de Janeiro e o governo, então, mandou que sondassem a região de Campos para averiguar a existência de Petróleo. 

Quando concluíam que realmente havia petróleo ali, depois de uma explosão subterrânea, suspenderam as operações e voltaram à capital. 

Meses depois voltaram na fazenda e fecharam o poço com cimento e chumbo e não se falou mais no assunto. 

- Rua asfaltada com casa de madeira. 
Foi a primeira rua a ser asfaltada, pois é a entrada dela, aqui existe uma casa de madeira, que era o estilo que predominava. Cercada de gradil ou gaiolinha, telha e chão de cimento colorido. 

- Rua de Baixo 
É conhecida assim, mas na verdade é a Av. Boa Vista e tem esse nome por causa da fazenda que deu origem ao Farol de São Thomé. 

- O Farol 
É um instrumento de sinalização que indica a existência de algum perigo no mar e que também orienta os navegantes quanto à localização da terra. 

Foi construído por uma firma francesa no ano de 1877, mas só  inaugurado em 29 de julho de 1882, em comemoração ao aniversário da princesa Isabel. Tem 45 metros de altura e 216 degraus. É feito de um ferro especial que resiste à ferrugem, razão pela qual ainda se encontra em tão bom estado de conservação, do contrário a maresia já o teria destruído. A lanterna era cercada de vidraça de cristal e equipada com lente de cristal na espessura de 3 centímetros com lâmpada de 1000 watts e emitia 8 faixas de luz que giravam em forma de leque e alcançavam 25 milhas (mais ou menos 46 km). 

Durante a segunda guerra mundial essa área serviu para aterrissagem de helicópteros para abastecimento, quando viajavam às costas da região. 

No ano de 1967, houve um incêndio na lanterna, o farol foi então substituído por outro de categoria inferior e seu alcance ficou reduzido a 19 milhas (mais ou menos 35 km). Na época de sua inauguração, funcionava a querosene, atualmente funciona com energia comercial, mas possui 2 geradores para o caso de falta daquela e ainda funciona a querosene como originalmente, se preciso. Ele acende de acordo com horário do por do sol e faz a volta completa em 68 segundos. 

- Igreja São Thomé 
Em março de 1945, o padre beneditino D. Bonifácio Plum, celebrou a primeira missa oficial na capela de São Thomé. 

A imagem do padroeiro da capelinha sustenta em suas mãos um livro aberto onde se lê: "Bendito os que não vêem e acreditam". 

A antiga capela foi demolida e em seu lugar se construiu uma nova igreja reaproveitando o material da demolição.

 - São Thomé Praia Clube
É o clube mais antigo da praia. 

 - Aldeia do Sol 
É um complexo dotado de toda infra-estrutura necessária para a realização de eventos esportivos e culturais na praia durante o verão. 

Palco para shows, posto de saúde, campo de futebol de areia, praça de alimentação e feira de artesanato.

- Camping
Tem capacidade para 120 barracas, possui energia elétrica, caixa d'água, banheiros, telefone público e é totalmente arborizado, além de ter localização privilegiada à beira mar. 

- Rádio velho
Esta localidade é conhecida assim porque aqui existiu uma estação de rádio e telégrafo. Inaugurado em 1912, a estação de rádio tinha uma torre feita de aço que media 75 metros de altura e com o vento forte oscilava 45 cm. 

Durante muitos anos foi a mais poderosa estação de rádio do Brasil, oferecendo além de serviço normal, farto noticiário e prestando grande ajuda aos navegantes, além disso, estabeleceu comunicação com vários países estrangeiros inclusive o Japão. 

Durante a última guerra mundial, a estação telegráfica foi entregue à administração da marinha tendo em vista a posição estratégica do referido local, uma vez que se trata do ponto mais avançado do litoral leste do nosso território. 

Em 1945 foi feita permuta da área da antiga estação rádio cabo de São Thomé pela atual área ocupada pela Marinha. 

- Terminal Pesqueiro 
Foi construído com objetivo de implementar a pesca no Farol de São Thomé, mas suas obras foram paralisadas e ficaram pela metade. Antes de recomeçarem as obras devem ser realizados estudos mais profundos sobre os aspectos marítimo e ambiental, pois a falta de observação desses itens no início das obras acarretou o avanço do mar sobre a costa, destruindo parte da entrada algumas construções e hoje avança inclusive sobre o mangue. 

Empresas especializadas deverão ser convocadas para analisar a obra e corrigir o curso do projeto. A curiosidade fica por conta da forma com que os barcos são lançados e retirados ao mar, para essa manobra, são utilizados tratores que puxam os barcos em direção à areia contra a arrebentação. Um espetáculo bastante interessante de ser apreciado. 

- Lagamar
É uma laguna e tem esse nome porque tinha um cordão que a ligava ao mar, esse cordão foi interrompido pela construção da estrada. 

É uma área de preservação ambiental e seu perímetro é de aproximadamente 8 km. 
Suas águas são salobras, ou seja, uma mistura de água doce e salgada, porém límpida. Nela há grande variedade de peixes e aves, além do camarão pitu. 

- Parque do Manguezal da Carapeba
O Manguezal da Ilha da Carapeba está situado na zona estuarina formada pelo encontro do Canal da Carapeba e Canal do Viegas, sendo que estes corpos d'água unem-se em uma única calha para desaguar no Canal da Flechas, localizado na fronteira dos municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, entre as Praias do Farol e Barra do Furado (SMMA, 2003). 

A área do Manguezal da Carapeba é um dos últimos remanescentes deste ecossistema no município, sendo considerada como área de preservação natural, e segundo a proposta de macro-zoneamento do Plano Diretor do Município de Campos dos Goytacazes (2007), o manguezal da Ilha da Carapeba, faz parte de um futuro conjunto de unidades de conservação integradas, formada pelo Manguezal da Ilha da Carapeba, APA Municipal do Lagamar, e região do banhado da Boa Vista, compreendido entre o Lagamar e a Lagoa do Açú (nesta última há também um manguezal). 

Segundo COUTINHO (2007) o momento atual pelo qual passa a região Norte Fluminense é alarmante, em especial a faixa litorânea compreendida pelos Municípios de São João Barra, Campos dos Goytacazes, e Quissamã, tendo em vista os vultuosos empreendimentos que ora se instalam nesta região. Em São João da Barra, encontra-se em processo de implementação a mega obra do Porto do Açú, que terá como uma da suas atividades principais, o escoamento da produção de minério de ferro. Em Campos, na Praia do Farol de São Thomé, será construídos um aeroporto, e Quissamã receberá em suas terras a instalação de um estaleiro e porto off-shore, localizado às margens do Canal da Flechas, e a uma pequena distância do Manguezal da Ilha da Carapeba. 

Além disso há outros problemas associados ao ecossitema do manguezal da Carapeba, entre eles convém ressaltar as constantes interrupções no fluxo d'água, causadas pelo entupimento dos canais que 136 defluem para o Canal das Flechas e o conseqüente alagamento prolongado do manguezal, o que tem provocado o desfolhamento, e o aparecimento de raízes de stress (SMMA, 2003). Segundo os moradores locais, está ocorrendo uma redução progressiva do guaiamun (Cardisoma guanhumi), espécie considerada como a principal atividade econômica local. Os mesmos percebem que a redução da área de vegetação, bem como as mudanças no regime natural das águas, foram acompanhadas da redução na produção destes crustáceos. Há também uma preocupação dos moradores com as obras do porto (COUTINHO, 2007). 

• Restinga do Xexé 
A restinga do Xexé é uma área prioritária de proteção pelo PROBIO/MMA (Programa de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente) e representa o último remanescente de Mata de Restinga no litoral do município de Campos dos Goytacazes. Segundo IGESA (Kristosch, com. pess.) esse ecossistema é um dos mais ameaçados do Brasil, ocupa uma região de intensa especulação imobiliária, isto é, a região imediatamente costeira, sendo foco de uma série de ações conflitantes no que diz respeito ao seu uso. 

Uma das principais importâncias ecológicas desse ecossistema é o de servir de refúgio para espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, o sabiá da praia (Mimus gilvus) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). Além disso, a Restinga do Xexé é área de desova da tartaruga marinha cabeçuda (Caretta caretta). A região possui ainda uma importância sócio-ambiental e econômica, uma vez que se encontra ali uma grande quantidade de indivíduos da espécie Schinus terebinthifolius (aroeira), espécie essa cujos frutos possuem valores altos no mercado externo e podem ser uma alternativa de desenvolvimento sustentável para a população local se for bem orientada seu extrativismo. Os frutos da aroeira ocorrem na época em que o camarão entra no defeso, sendo uma alternativa para o sustento das famílias de pescadores. Atualmente esse extrativismo vem ocorrendo de maneira ilegal e desordenada gerando impacto para a fauna e flora local e colocando em risco o próprio recurso para as famílias no futuro. 

Também é notório o desenvolvimento da região nos últimos anos, após a confirmação da implantação do Complexo Industrial da Barra do Açu e o porto de apoio logístico do Canal das Flechas, divisa dos Municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, ambos localizados a menos de 25 km da restinga do Xexé. 

Considerando que a prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, através da Secretaria Municipal de Meio Ambiente indicou em seu Plano Plurianual a área em questão no Xexé como prioritária para criação de uma Unidade de Conservação; que no Plano Diretor Municipal, em fase de finalização, delimitou aquela área como zona de importância ecológica que deve ser preservada e que a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro em sua plenária de 02 de abril de 2007 (conforme publicação do diário oficial) ao Prefeito de Campos dos Goytacazes a desapropriação da área em questão no Xexé para criação de uma Unidade de Conservação, e considerando também que se encontra no Conselho Municipal de Meio Ambiente um processo para ser apreciado que trata do empreendimento para loteamento da área em questão, é emergencial o processo de criação de uma unidade de conservação. Caso a unidade não seja criada, o loteamento se estiver fora da APP, poderá ser licenciado pela FEEMA. 

População estimada: 25 mil habitantes

Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo / Redação
www.selosefilatelia.com.br
Folha de selos personalizados - Maravilhas do Rio - Farol de São Thomé - Campos dos Goytacazes - RJ

SOBRE OS SELOS

A folha de selos personalizados homenageia pontos turísticos do Estado do Rio de Janeiro e, como as demais, poderá ser adquirida em qualquer Agência dos Correios. Sua composição foi elaborada a partir de 12 fotografias diferentes que retratam as riquezas naturais, arquitetônicas e históricas daquele Estado.

DETALHES TÉCNICOS

Código: 852008554 Quantidade de selos por folha: 12 conjuntos (selo postal/base + vinheta) Valor facial dos selos: 1º porte carta comercial Início da comercialização: 27/9/2010 Tiragem: 10.000 folhas Valor: Conforme tabela vigente

Alguns dos temas ilustrados pelas peças

Os selos ilustram: Meio-ambiente, recursos naturais, arquitetura, pontes, aquedutos, prédios historicos, religião, geografia.
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Farol de São Thomé, uma das maravilhas do Rio de Janeiro.
Um mar de oportunidades!

Bacia de Campos - situada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, entre os paralelos 21 e 23 sul, a Bacia de Campos é a maior província petrolífera do Brasil, responsável por 82% da produção nacional de petróleo e contendo as maiores reservas provadas já identificadas e classificadas no país.

Pré-Sal - recentes pesquisas detectaram a existência de gigantescos reservatórios de petróleo na camada do pré-sal, porção do subsolo que se encontra sob a camada de sal situada a alguns quilômetros abaixo do leito do mar.

Complexo Logístico Industrial Farol/Barra do Furado - empreendimento de grande porte que abrigará dois estaleiros, um terminal de estocagem de derivados de petróleo, um terminal e entreposto pesqueiro e um condomínio industrial e de serviços, fazendo do município referência para recepção de investimentos em bilhões de dólares.

Na praia do Farol de São Thomé, no litoral, está localizado o heliporto de Farol que é utilizado pela PETROBRAS para o transporte de trabalhadores até as plataformas da Bacia de Campos.

 Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo
Você conhece a Colônia de Férias da Terceira Idade do Farol? 
Clique AQUI e conheça.
Igreja de Santo Amaro 
End: Praça de Santo Amaro (RJ-216) - Estrada do Açúcar 
Horário: Diariamente das 12h às 16h

Praça de Santo Amaro, Centro - Santo Amaro de Campos - 36,7 Km da sede. Sua construção teve início em 1735 e concluída em 1790, tendo sofrido sucessivas reformas, responsáveis por sua descaracterização. Suas torres datam de 1945. Em 1648, o mosteiro de São Bento recebeu do donatário da capitania, 40 braças de terra, onde se encontra hoje a sede do distrito de Santo Amaro. Segundo a lenda, a capela foi construída por desejo de Santo Amaro, uma vez que a imagem do santo, que estava no mosteiro, desaparecia com freqüência, sendo encontrada sempre num monte onde foi erguida a igreja. Hoje é o centro da festa em louvor a Santo Amaro, realizada no mês de janeiro, quando acontecem casamentos, batizados, procissão, pagamento de promessas e a famosa Cavalhada encenação as batalhas medievais entre mouros e cristãos.

O distrito de Santo Amaro comporta a mais importante festa da baixada, em homenagem ao seu padroeiro, como uma retratação das festanças dedicadas ao Divino Espírito Santo. Realizada, anualmente, no dia 15 de janeiro, as festividades atraem milhares de romeiros vindos de toda região. São 284 anos só de festas e os campistas, principalmente os que moram no distrito, os “santamareiros” ou “santamarenses”, sentem orgulho das tradições e, por isso, mantém os detalhes das programações religiosas, recebem bem os devotos e elogiam os pagadores de promessas, os ex-votos, como a reafirmação da devoção ao santo milagroso.

www.ferias.tur.br
                        
BOA VISTA - Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
Segundo o morador José Pereira, essa capela existe há mais de 30 anos.
Capela de Santo Amaro. Em formato octogonal, não mais existe.
Wakama
Você Sabia?
Desde o início da Segunda Guerra Mundial, os navios mercantes da marinha alemã tiveram restritas suas operações devido, em grande parte, à vigilância da Marinha Real Britânica. Muitas embarcações, no entanto, se encontravam atracadas em portos neutros muito antes do início do conflito. Algumas tentaram romper o bloqueio e, apesar de uma parte delas obter êxito, outras foram afundadas em alto mar pelos vasos de guerra franceses e britânicos, ou foram por fim afundadas por sua própria tripulação seguindo a orientação do almirantado alemão de que, não podendo a embarcação escapar, também não deveria ser tomada pelo inimigo.

O Wakama chegou ao porto do Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1939, cinco dias antes do começo oficial da guerra. Permaneceu atracado até o dia 11 de fevereiro de 1940, quando a tripulação decidiu tentar burlar o bloqueio. Com deslocamento de 3 771 toneladas, partiu com uma carga de 5 000 t de itens gerais, incluindo 20 000 caixas de banha e grande quantidade de arroz e minérios de ferro.

Afundamento

Em 12 de fevereiro, pouco tempo depois de abandonar o porto, e quando já se encontrava à altura de Cabo Frio, o navio começou a emitir desesperados sinais de SOS, para, instantes depois, silenciar. A mensagem foi recolhida pela estação de rádio do Farol de São Thomé, que a retransmitiu às autoridades. Vários navios, enquanto isso, dirigiram-se ao local de onde teria partido o sinal, nada encontrando. Especulou-se a princípio que o navio teria sido afundado pelo cruzador britânico HMS Hawkins (D86), que ancorara no Rio de Janeiro dias antes.

O Wakama, na verdade, fora interceptado por uma aeronave de patrulha do cruzador HMS Dorsetshire (40). Ao ser ordenado que parasse, seus tripulantes incendiaram o navio e o abandonaram. A embarcação britânica recolheu, em seguida, os 10 oficiais e 36 marinheiros.
Foto: Anna Jiúlia - Pelag
Você sabia que a Restinga é uma formação vegetal costeira? Essas espécies vegetais são extremamente adaptadas para aguentar o vento, o baixo nível de fertilidade do solo e a salinidade devido sua aproximação do mar. São fixadoras de dunas.

Existem 3 fases de restinga: Rasteira, arbustiva e arbórea. Essa foto representa a primeira fase, a rasteira. Ajude a preservar esse tipo de vegetação!
       
  Você Sabia?
Do livro: "Campos depois do Centenário" volume I - (Waldir Carvalho)
Em 28 de agosto de 1943, era realizada a primeira viagem de ônibus entre as cidades de Niterói e Campos, e vice-versa. O empreendimento nada fácil para aquele tempo, só se efetivou graças a existência da (ainda sem asfalto) recém-inaugurada "Rodovia Amaral Peixoto".
Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II - (Waldir Carvalho)
   Você Sabia?

  Em 30 de junho de 1962, era inaugurada a "Estrada do Açúcar", hoje, Rodovia Deputado Alair Ferreira. Dia festivo para a população de toda Baixada Campista.
 Você Sabia?
                                                                  
A torre do Farol voltou á sua cor original, vermelha, depois de já ter sido pintada de roxo-terra e com listras brancas.
(Faróis Brasileiros)
Você Sabia?

O tipo de torre do nosso farol, foi patenteado em 1832 pelo engenheiro irlandês Alexander Mitchell e utilizado pela primeira vez no farol Maplin Sands, no estuário do rio Tâmisa, na Inglaterra em 1838. Esse tipo de torre ficou conhecido como "Mitchell", "Esqueleto", ou "Farol de Rosca".

Além dele, Salinópolis e Belmonte são os únicos desse tipo ainda em operação dos 18 que já tivemos.

(Faróis Brasileiros)
faróis de São Thomé, Salinópolis e Belmonte
Você Sabia?

A tradicional marchinha de carnaval é sucesso na praia do Farol de São Thomé, desde o verão de 2002, quando Gerson Jones Freitas recebeu a proposta pela gestão da época, para realizar a marchinha de carnaval na Tenda Mix montada na orla, na Aldeia do Sol. O sucesso foi tão intenso, que o show de Gerson Jones e Banda com sua marchinha teve que ser transferida para o Náutico ao ar livre, o público era grande demais para a tenda.
Tenda Mix - Carnaval Verão 2002 (Gerson Jones)
Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II 
(Waldir Carvalho)
CLUBE NÁUTICO DO FAROL - INAUGURAÇÃO - 1965
Foi fundado em 5 de julho de 1965, 
na zona norte da Praia do Farol de São Thomé.

Sua primeira diretoria: Comodoro - Dr. Valdemir de Castro Moura; Vice-Comodoro - Augusto Holanda Cunha; Secretário - Dr. Augusto da Silva Falcão; Tesoureiro - Srta. Jucirema Quintanilha; Diretor de Patrimônio - Major Silvio Pereira de Araújo; Diretor de Esporte - Celino Pessanha Gonçalves.

Baixa Grande da Leopoldina.
Usina de Baixa Grande e Colégio Estadual Dr Barros Barreto.

Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque de Barros Barreto.
Nascido em Pernambuco, engenheiro mecânico e agrônomo formado pela “A.M.I. Mech E.” em Londres, Inglaterra. Sempre se dedicou a atividades agroindustriais e à sua empresa, “F.C.A de Barros Barreto”, que representava indústrias de base Europeias de equipamentos para a indústria açucareira.

Veio a estabelecer-se em Baixa Grande, em Campos dos Goytacazes no estado do Rio de Janeiro, nos primórdios da década de 1930 onde resgatou terras e equipamentos que restavam improdutivos. Muito lutou contra inúmeras adversidades construindo a Usina Santo Amaro com equipamentos e técnicas modernos, incorporando novas terras, construindo casa dignas para os que aqui trabalhavam, Igreja, escola e novos prédios, criando melhores condições de trabalho para a região e os que aqui viviam.

Defensor dos que se dedicavam ao seu ramo de negócio, incentivou a criação do Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, tendo inclusive apresentado e oferecido anteprojeto de decreto de sua autoria, nesse sentido, ao governo, no ano de 1933.

Faleceu no dia da inauguração da destilaria de álcool que construiu anexa à usina, com tecnologia e equipamentos importados, certamente gratificado por ter sido sempre defensor do uso do álcool como alternativa energética renovável.

Em 1948, seu filho Dudley de Barros Barreto, “Doutorzinho”, construiu a escola a qual em homenagem, deu o nome do seu pai e fez doação da mesma ao estado do Rio de Janeiro, hoje C.E. Dr. Barros Barreto.
Manoel Pereira Gonçalves - 1952
Manoel Pereira Gonçalves nasceu na vila de Santo Amaro de Campos, em 30 de outubro de 1889. Seus pais foram Inácio Gonçalves da Fonseca e Maria Rita do Espírito Santo. 

Foi agricultor e pecuarista e, assim mesmo, apesar da lida, entrou para a política com o objetivo de ajudar esses setores da economia. 

Eleito vereador para o período legislativo de 01 de fevereiro de 1951 a 31 de janeiro de 1955 pelo PSD, com 675 votos. 

Exerceu a vereança em duas legislaturas com uma conduta correta e ilibada chegando à presidência da Casa Legislativa em 1952.

Na construção do Farol de São Thomé foi um dos carreteiros que levou material para o andamento da obra.

Manoel Pereira Gonçalves foi um dos primeiros frequentadores da única praia campista, contribuindo muito para o progresso da localidade cedendo, inclusive, juntamente com outros proprietários locais, área de terra para a construção da praça pública ali existente.

Sua importância para o crescimento e desenvolvimento do Farol foi de tão suma importância que em 29 de outubro de 1969, o vereador Danilo Knifis apresentou o Projeto nº 1056/69 que teve a Deliberação nº 2.376, denominando um logradouro público com o nome daquele edil. Foi deliberada em 06 de novembro de 1969, pelo então Presidente da Câmara Municipal, Francisco Paes Filho. A Lei foi sancionada pelo Prefeito Sr. José Carlos Vieira Barbosa em 04 de dezembro de 1969. (Monitor Campista, 20 de novembro de 1969).

O Colégio Estadual do Farol leva o seu nome.
 Você Sabia?

Em 19 de abril de 2004, foi sancionada a Lei nº 7.581, que autoriza o Poder Executivo Municipal, a criar Biblioteca Municipal, em Farol de São Thomé.
A Biblioteca fica na orla no Centro do Farol, próximo a Marinha
Em 17 de dezembro de 2009, foi sancionada a Lei nº 8.131Esta Lei regulamenta o depósito legal de publicações realizadas em território do Município de Campos dos Goytacazes, na Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, objetivando assegurar a atualização específica do acervo do Setor de Campos, além de possibilitar o controle e a divulgação da bibliografia de autores campistas ou sobre esse Município.
A PRINCESA ISABEL VISITA SANTO AMARO
    Do livro:"Na Terra dos Heróes" volume I - (Waldir Carvalho)
Quem Se Lembra da TELERJ?

Esse é um Cartão de Orelhão de 20 Unidades, 
Com Imagem da Torre do Farol de São Thomé.


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