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    Curiosidades

    O já falecido escritor, Waldir Carvalho, autor do livro: "Campos depois do Centenário", na Praça em frente a Mansur, na orla do Farol de São Thomé, há algumas décadas.

    E o tempo passa....

    Chegada do Primeiro Trio Elétrico no Farol de São Thomé

    No final dos anos 1980, o cantor Moraes Moreira, de passagem para um show, contemplando a orla do Farol de São Thomé, viu no lugar um cenário perfeito para a passagem de um trio elétrico e fez a sugestão à prefeitura de Campos. O baiano foi profético, já que o chamado "caminhão da alegria" até hoje continua arrastando multidões na Avenida Atlântica.

    O empresário Roberto Costa da Bahia na festa de São Salvador em Campos, nos anos 90, trouxe o trio elétrico e banda Kanguru (ex Tiete Vip) para um show, e a partir dai, fechou contrato para realizar a programação de verão no Farol, inicialmente com o Kanguru no Réveillon e depois substituindo o mesmo, o trio elétrico Axé e Cia, com a banda Frutos Tropicais, trazendo sucessos como 'chupa toda' e 'Xibiu', na época com o cantor Nelson Principe Negro, e posteriormente, o cantor André Musa.
    "Em 1991, no finalzinho do verão, Garotinho (na época, o prefeito) pediu que providenciassem a vinda de um trio. Na época isso era feito pela Secretaria de Comunicação e Turismo. Foi uma apresentação só. Então, em 1993, o trio veio para o carnaval e passou a ser regular", relembra o jornalista  Jorge Luiz dos Santos.

    Ele lembra também que o primeiro trio a comandar a multidão na orla do Farol chamava-se Novo Tempo, com a banda de mesmo nome. O músico Angeli Guerra estava lá. "As ruas do Farol ainda nem eram pavimentadas como são hoje. Viemos da Bahia com trio e banda. Depois foram quatro dias de carnaval e de muita festa. Era muito bacana. Naquela época a animação já era muito grande", conta o líder da extinta Novo Tempo, que veio para Campos por intermédio do então produtor de eventos, João Oliveira.

    Angeli, que experimentou as emoções de estar em cima do trio nos primórdios, fazendo história na praia, pôde contemplar a orla lotada, na banda Sabor de Beijo. Está sempre no trio onde já passaram grandes estrelas da música baiana, em incontáveis e movimentados carnavais de rua. Em Campos há 15 anos, o baiano tem orgulho de fazer parte de uma história que teve até trilha sonora. "Na época, fiz uma música chamada De 'Cara pro Sol', que acabou virando uma espécie de jingle da praia. Em todo lugar que a gente ia, estava tocando", diz.

    Quem não se lembra do "Alô Juventude!" de Nelson Príncipe Negro enquanto o trio avançava pela praia? Certamente uma época inesquecível também para o baiano, que se orgulha de ser um personagem marcante dessa história. "Tocamos o réveillon de 92 para 93. O Farol sempre teve uma magia muito grande, uma emoção que a gente não explica", comenta o músico.

    O encontro de gerações é o que mais emociona o cantor. "É maravilhoso a gente ver pessoas que iam ao trio naquela época, hoje com seus filhos, curtindo. Nossa! Isso é muito legal", diz Nelson.

    Quanto ao famoso bordão... "Acho que vai morrer comigo. Aliás, acho que o 'Alô Juventude' não vai morrer. Vai se perpetuar através do meu filho", prevê.

    Também não dá para falar em trio no Farol sem mencionar a banda A Massa. O também baiano Gil Paixão, então vocalista da banda, junto com Pepinho na época, deixou seu nome registrado nessa história. "Foi um período bem interessante. Quando chegamos com o trio, não sabíamos a repercussão que isso teria por aqui. Lá na Bahia era algo corriqueiro, a gente já sabia dos efeitos sobre as pessoas,  mas a reação das pessoas daqui foi melhor do que a gente imaginava. A aceitação foi aos poucos, claro, e a praia acabou se tornando referência", observa Gil, que não esconde a emoção de  comandar um imenso cordão humano a perder de vista. "O trio elétrico é um palco ambulante. Tocar num palco fixo é algo mais monótono,  exige muito mais do músico na hora de prender a atenção do público. No trio não, o cenário vai mudando, as músicas vão mudando, as pessoas vão contemplando visuais diferentes, envolvidas pelas músicas. Sem falar nessa magia que o trio proporciona", compara o músico, que, em 1995 começou um trabalho solo. A banda A Massa marcou com os sucessos 'Dança do Índio', 'Demônio Colorido', 'Não Mate', 'Baila Baila', entre outros.

    Muitas outras bandas fizeram sucesso por arrastar multidões nos trios elétricos da praia do Farol. Entre algumas podemos citar: Dom Américo e Seus Comparsas, Bamballada, Ex-Energia, Sabor de Beijo, Paulinho Badaloka, Tudublu, Me Puxa, Fuzueira, entre outros, além de artistas nacionais como Ivete Sangalo, que já puxou o trio da Aldeia do Sol até o Lagamar, Harmonia do Samba, que após o show de réveillon no palco, na praia campista, também puxou o trio no primeiro dia do ano, Cheiro de Amor, etc.
    (Vídeo Filmado por Patrick Nunes | Folião de Niterói - RJ)

    Essa magia com uma boa dose de nostalgia completou 25 anos em 2016. E o Portal do Farol, acompanhou de cima do trio a festa de 25 anos, que por coincidência, infelizmente acabou se tornando uma despedida, foi o "último" trio a fazer a festa do verão da praia campista. Retornando, para a alegria dos foliões, no verão de 2019.
    A Praia do Farol de São Thomé

    Nos 40 km de sua orla estão plantadas casuarinas. Suas águas mudam de cor conforme os ventos, sendo que, na maior parte do ano, sua tonalidade é cor da areia. É propícia para banhos e prática de surfe. Durante o verão há vasta programação de eventos culturais, esportivos e de lazer promovidos pela Prefeitura da cidade. 

    A nova sensação da Praia é a APA Área de Preservação Ambiental do Lagamar, protegida por Lei Municipal desde 1993. Pedaço privilegiado do litoral serve como contraponto ao agito da praia. A APA do Lagamar é um local tranqüilo, adequado para andar de pedalinho e caiaque bem como praticar windsurfe e barco à vela. Possui 12 quiosques e estacionamento para 80 veículos.

    Praia localizada há aproximadamente 50 km da cidade de Campos. 

    O Farol de São Thomé reúne história, belezas naturais e diversão, sendo a praia mais badalada do norte do estado. Com estrutura hoteleira diversificada e de qualidade - hotéis, pousadas e restaurantes dão suporte ao turista durante o ano todo. Nesta praia está presente o TAMAR, projeto de proteção e alimentação de tartarugas marinhas.

    Atrativos:   

    -  Os Quiosques da Orla
    Surgiram na praia em 1991, inicialmente, como projeto da prefeitura cuja ideia era a construção de banheiros à beira mar para utilização dos banhistas. 

    A manutenção desses banheiros custaria caro para a prefeitura, a ideia então foi reformulada, e optou-se pela construção de bares com banheiros, todos padronizados.

    Assim, o dono do bar ficaria responsável pela manutenção dos mesmos. O projeto foi tão bem recebido, que hoje já são 38 em apenas 3 km de orla. 

    - Casuarinas
    Nossas casuarinas não são nativas, ao contrário do que muita gente pensa. Elas foram importadas da Polinésia e plantadas aqui há décadas. 

    - Náutico e Cruzeiro 
    O cruzeiro foi erguido no ano de 1965, sendo um marco de fé e confiança no progresso da praia de Campos, mesmo ano em que foi inaugurado o Clube Náutico do Farol, que na época tinha estacionamento, salão envidraçado, piso de mármore, parque interno ajardinado, bar, churrascaria, boate, cinema, palco, piscina, playground e ornamentado com peças históricas valiosas. 

    O Cruzeiro foi idealizado e erguido pelo Clube Náutico do Farol, logo após sua inauguração, pela iniciativa do comodoro Augusto Hollanda Cunha, com Dr. Waldemir de Castro Moura - presidente e Major Silvio de Araújo - vice-presidente, que compunham a primeira Diretoria, naquele ano de 1965.

    Um verdadeiro marco que deu início ao desenvolvimento da parte norte da Praia do Farol de São Thomé.

    Quando o Cruzeiro foi inaugurado, ali terminava a estrada de terra preta e ostra, na época considerada quase tão boa quanto um asfalto. Os carros contornavam o Cruzeiro e retornavam pela estrada que era mão e contramão.

    Vale salientar que a mencionada estrada fora construída à época também pelo Clube Náutico do Farol, no trecho que vai da onde hoje existe uma pequena praça (próxima à lanchonete Mansur) até o Cruzeiro.

    Havia também uma pedra grande, com desenho de um círculo com uma cruz dentro, achada quando estavam escavando o terreno, pedra essa, que também foi deixada para compor a paisagem do local. De acordo com a família dos que ali trabalharam, a pedra era da época dos jesuítas e o desenho tinha o seguinte significado: 'Juro por Deus, que esse mundo é meu'. Por motivo desconhecido, a pedra foi retirada do local.

    O arco metálico do cruzeiro, foi feito por Antonio Francisco de Sales, conhecido na ocasião como  "Zizinho Grande", funcionário na usina Baixa Grande. 


    (Texto com a contribuição de Andréa Quintanilha - neta de Augusto Hollanda Cunha)

    - Igreja Nossa Senhora das Rosas 
    Ela tem a lateral repleta de vitrais com versos do pai nosso, fica no início da Vila do Sol de frente para a praia, próximo a mansão dos cubanos. No Brasil, a igreja Nossa Senhora das Rosas existe somente no Farol de São Thomé.

    - Casa das Pedras ou casarão do Xexé
    Quem passou por ela ou tem o costume de passar deve ter notado que ela vive fechada. Situada na Rua Men de Sá, no Xexé, o casarão pertenceu a um baiano riquíssimo que de tanto bancar festas para os amigos, acabou falindo e tendo que passar a casa a diante, trocando-o por um barco e um carro de um português aposentado que morou nela por uns quatro anos, quando a vendeu para um pernambucano rico e solteiro que foi morar lá sozinho. 

    Depois de alguns anos morando na casa, resolveu reformá-la e começou pela garagem dos fundos, quando retirava as telhas despencou lá de cima e ficou paralítico, ficou ainda alguns meses na casa sendo cuidado pela caseira, dona Maria (hoje falecida), até que uma sobrinha dele veio buscá-lo e levou para o Rio de Janeiro; depois disso nunca mais mandou notícias, a caseira enquanto viva, disse que só sabia que ele estava vivo porque continuava recebendo o salário mensalmente.  Hoje, o casarão pertence ao pecuarista e empresário Evaldo Abreu. - (Última Atualização em 05/2014)

    - Farolzinho 
    É um farol de proporções bem menores que as do outro farol. Foi construído em 1882, e localiza-se no ponto onde fica o Cabo de São Thomé. Funciona com energia solar. 

    - Xexé 
    Não se sabe por que esta localidade tem esse nome, mas sabe-se que foram feitas aqui em 1920 as primeiras perfurações à procura de petróleo nessa região. Em 1922, o coronel Olavo Saldanha, que foi o último proprietário da fazenda Boa Vista mandou abrir valas para drenagem na fazenda e sentiu um forte cheiro de querosene na lama retirada. Levou uma amostra para ser examinada no Rio de Janeiro e o governo, então, mandou que sondassem a região de Campos para averiguar a existência de Petróleo. 

    Quando concluíam que realmente havia petróleo ali, depois de uma explosão subterrânea, suspenderam as operações e voltaram à capital. 

    Meses depois voltaram na fazenda e fecharam o poço com cimento e chumbo e não se falou mais no assunto. 

    - Rua asfaltada com casa de madeira. 
    Foi a primeira rua a ser asfaltada, pois é a entrada dela, aqui existe uma casa de madeira, que era o estilo que predominava. Cercada de gradil ou gaiolinha, telha e chão de cimento colorido. 

    - Rua de Baixo 
    É conhecida assim, mas na verdade é a Av. Boa Vista e tem esse nome por causa da fazenda que deu origem ao Farol de São Thomé. 

    - O Farol 
    É um instrumento de sinalização que indica a existência de algum perigo no mar e que também orienta os navegantes quanto à localização da terra. 

    Foi construído por uma firma francesa no ano de 1877, mas só  inaugurado em 29 de julho de 1882, em comemoração ao aniversário da princesa Isabel. Tem 45 metros de altura e 216 degraus. É feito de um ferro especial que resiste à ferrugem, razão pela qual ainda se encontra em tão bom estado de conservação, do contrário a maresia já o teria destruído. A lanterna era cercada de vidraça de cristal e equipada com lente de cristal na espessura de 3 centímetros com lâmpada de 1000 watts e emitia 8 faixas de luz que giravam em forma de leque e alcançavam 25 milhas (mais ou menos 46 km). 

    Durante a segunda guerra mundial essa área serviu para aterrissagem de helicópteros para abastecimento, quando viajavam às costas da região. 

    No ano de 1967, houve um incêndio na lanterna, o farol foi então substituído por outro de categoria inferior e seu alcance ficou reduzido a 19 milhas (mais ou menos 35 km). Na época de sua inauguração, funcionava a querosene, atualmente funciona com energia comercial, mas possui 2 geradores para o caso de falta daquela e ainda funciona a querosene como originalmente, se preciso. Ele acende de acordo com horário do por do sol e faz a volta completa em 68 segundos. 

    - Igreja São Thomé 
    Em março de 1945, o padre Beneditino D. Bonifácio Plum, celebrou a primeira missa oficial na capela de São Thomé. 

    A imagem do padroeiro da capelinha sustenta em suas mãos um livro aberto onde se lê: "Bendito os que não vêem e acreditam". 

    A antiga capela foi demolida e em seu lugar se construiu uma nova igreja reaproveitando o material da demolição.

     - São Thomé Praia Clube
    É o clube mais antigo da praia. 

     - Aldeia do Sol 
    É um complexo dotado de toda infra-estrutura necessária para a realização de eventos esportivos e culturais na praia durante o verão. 

    Palco para shows, posto de saúde, campo de futebol de areia, praça de alimentação e feira de artesanato.

    - Camping
    Tem capacidade para 250 barracas, possui energia elétrica, caixa d'água, banheiros, telefone público e é totalmente arborizado, além de ter localização privilegiada à beira mar. 

    - Rádio Velho
    Esta localidade é conhecida assim porque aqui existiu uma estação de rádio e telégrafo. Inaugurado em 1912, a estação de rádio tinha uma torre feita de aço que media 75 metros de altura e com o vento forte oscilava 45 cm. 

    Durante muitos anos foi a mais poderosa estação de rádio do Brasil, oferecendo além de serviço normal, farto noticiário e prestando grande ajuda aos navegantes, além disso, estabeleceu comunicação com vários países estrangeiros inclusive o Japão. 

    Durante a última guerra mundial, a estação telegráfica foi entregue à administração da marinha tendo em vista a posição estratégica do referido local, uma vez que se trata do ponto mais avançado do litoral leste do nosso território. 

    Em 1945 foi feita permuta da área da antiga estação rádio cabo de São Thomé pela atual área ocupada pela Marinha. 

    - Terminal Pesqueiro 
    Foi construído com objetivo de implementar a pesca no Farol de São Thomé, mas suas obras foram paralisadas e ficaram pela metade. Antes de recomeçarem as obras devem ser realizados estudos mais profundos sobre os aspectos marítimo e ambiental, pois a falta de observação desses itens no início das obras acarretou o avanço do mar sobre a costa, destruindo parte da entrada algumas construções e hoje avança inclusive sobre o mangue. 

    Empresas especializadas deverão ser convocadas para analisar a obra e corrigir o curso do projeto. A curiosidade fica por conta da forma com que os barcos são lançados e retirados ao mar, para essa manobra, são utilizados tratores que puxam os barcos em direção à areia contra a arrebentação. Um espetáculo bastante interessante de ser apreciado. 

    - Lagamar
    É uma laguna e tem esse nome porque tinha um cordão que a ligava ao mar, esse cordão foi interrompido pela construção da estrada. 

    É uma área de preservação ambiental e seu perímetro é de aproximadamente 8 km. 
    Suas águas são salobras, ou seja, uma mistura de água doce e salgada, porém límpida. Nela há grande variedade de peixes e aves, além do camarão pitu. 

    - Parque do Manguezal da Carapeba
    O Manguezal da Ilha da Carapeba está situado na zona estuarina formada pelo encontro do Canal da Carapeba e Canal do Viegas, sendo que estes corpos d'água unem-se em uma única calha para desaguar no Canal da Flechas, localizado na fronteira dos municípios de Campos dos Goytacazes e Quissamã, entre as Praias do Farol e Barra do Furado (SMMA, 2003). 

    Ali é possível conhecer de perto a flora e a fauna nativa, com espécies que (ainda) podem ser vistas, como o guaiamun (Cardisoma guanhumi), importante fonte de renda para as famílias locais.

    O parque tem entrada livre e faz parte de um plano de conservação integrada que engloba a região do banhado da Boa Vista e da Lagoa do Açú (onde fica a Trilha do Parque Estadual Lagoa do Açu).

    • Restinga do Xexé 
    A restinga do Xexé é uma área prioritária de proteção pelo PROBIO/MMA (Programa de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente) e representa o último remanescente de Mata de Restinga no litoral do município de Campos dos Goytacazes. Segundo IGESA (Kristosch, com. pess.) esse ecossistema é um dos mais ameaçados do Brasil, ocupa uma região de intensa especulação imobiliária, isto é, a região imediatamente costeira, sendo foco de uma série de ações conflitantes no que diz respeito ao seu uso. 

    Uma das principais importâncias ecológicas desse ecossistema é o de servir de refúgio para espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, o sabiá da praia (Mimus gilvus) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). Além disso, a Restinga do Xexé é área de desova da tartaruga marinha cabeçuda (Caretta caretta). A região possui ainda uma importância sócio-ambiental e econômica, uma vez que se encontra ali uma grande quantidade de indivíduos da espécie Schinus terebinthifolius (aroeira), espécie essa cujos frutos possuem valores altos no mercado externo e podem ser uma alternativa de desenvolvimento sustentável para a população local se for bem orientada seu extrativismo. Os frutos da aroeira ocorrem na época em que o camarão entra no defeso, sendo uma alternativa para o sustento das famílias de pescadores. Atualmente esse extrativismo vem ocorrendo de maneira ilegal e desordenada gerando impacto para a fauna e flora local e colocando em risco o próprio recurso para as famílias no futuro. 

    Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo / Redação
    www.selosefilatelia.com.br
    Folha de selos personalizados - Maravilhas do Rio - Farol de São Thomé - Campos dos Goytacazes - RJ

    SOBRE OS SELOS

    A folha de selos personalizados homenageia pontos turísticos do Estado do Rio de Janeiro e, como as demais, poderá ser adquirida em qualquer Agência dos Correios. Sua composição foi elaborada a partir de 12 fotografias diferentes que retratam as riquezas naturais, arquitetônicas e históricas daquele Estado.

    DETALHES TÉCNICOS

    Código: 852008554 Quantidade de selos por folha: 12 conjuntos (selo postal/base + vinheta) Valor facial dos selos: 1º porte carta comercial Início da comercialização: 27/9/2010 Tiragem: 10.000 folhas Valor: Conforme tabela vigente

    Alguns dos temas ilustrados pelas peças

    Os selos ilustram: Meio-ambiente, recursos naturais, arquitetura, pontes, aquedutos, prédios historicos, religião, geografia.
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    Farol de São Thomé, uma das maravilhas do Rio de Janeiro.
    Um mar de oportunidades!

    Bacia de Campos - situada na costa norte do estado do Rio de Janeiro, entre os paralelos 21 e 23 sul, a Bacia de Campos é a maior província petrolífera do Brasil, responsável por 82% da produção nacional de petróleo e contendo as maiores reservas provadas já identificadas e classificadas no país.

    Pré-Sal - pesquisas detectaram a existência de gigantescos reservatórios de petróleo na camada do pré-sal, porção do subsolo que se encontra sob a camada de sal situada a alguns quilômetros abaixo do leito do mar.

    Na praia do Farol de São Thomé, no litoral, está localizado o heliporto de Farol que é utilizado pela PETROBRAS para o transporte de trabalhadores até as plataformas da Bacia de Campos.

     Fonte: Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Petróleo
    Você conhece a Colônia de Férias da Terceira Idade do Farol? 
    Clique AQUI e conheça.
    Igreja de Santo Amaro 
    End: Praça de Santo Amaro (RJ-216) - Estrada do Açúcar 
    Horário: Diariamente das 12h às 16h

    Praça de Santo Amaro, Centro - Santo Amaro de Campos - 36,7 Km da sede. Sua construção teve início em 1735 e concluída em 1790, tendo sofrido sucessivas reformas, responsáveis por sua descaracterização. Suas torres datam de 1945. Em 1648, o mosteiro de São Bento recebeu do donatário da capitania, 40 braças de terra, onde se encontra hoje a sede do distrito de Santo Amaro. Segundo a lenda, a capela foi construída por desejo de Santo Amaro, uma vez que a imagem do santo, que estava no mosteiro, desaparecia com freqüência, sendo encontrada sempre num monte onde foi erguida a igreja. Hoje é o centro da festa em louvor a Santo Amaro, realizada no mês de janeiro, quando acontecem casamentos, batizados, procissão, pagamento de promessas e a famosa Cavalhada encenação as batalhas medievais entre mouros e cristãos.

    O distrito de Santo Amaro comporta a mais importante festa da baixada, em homenagem ao seu padroeiro, como uma retratação das festanças dedicadas ao Divino Espírito Santo. Realizada, anualmente, no dia 15 de janeiro, as festividades atraem milhares de romeiros vindos de toda região. São quase 300 anos só de festas e os campistas, principalmente os que moram no distrito, os “santamareiros” ou “santamarenses”, sentem orgulho das tradições e, por isso, mantém os detalhes das programações religiosas, recebem bem os devotos e elogiam os pagadores de promessas, os ex-votos, como a reafirmação da devoção ao santo milagroso.

    Peregrinação

    Muitos fiéis seguem em peregrinação de Campos até o distrito em agradecimento a uma graça recebida. A peregrinação dos fiéis ganhou formato de roteiro turístico, chamado de “Caminho de Santo Amaro”. A peregrinação consiste em uma caminhada de devotos de Santo Amaro até o distrito, um percurso de fé, que dura cerca de oito horas, em agradecimento a alguma graça alcançada.

    Cavalhada

    Com quase 300 anos de tradição, a Cavalhada de Santo Amaro, em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, acontece no dia 15 de janeiro.

    Ano após ano, 12 cavaleiros vestidos de azul se posicionam em confronto a 12 cavaleiros de vermelho e revivem uma batalha por território. A tradição, que chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses, continua viva em Campos, uma das únicas cidades do país em que a celebração resiste.

    A dramatização da batalha é referência à reconquista de território na península Ibérica pelos cristãos, vestidos de azul, após 800 anos de dominação moura, representados pelas vestes vermelhas .

    Para os campistas, a Cavalhada faz referências mais íntimas e reforça a história afetiva de cada um junto ao distrito de Santo Amaro. 

    www.ferias.tur.br / Redação
                            
    BOA VISTA - Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro
    Segundo o morador José Pereira, essa igreja existe há mais de 30 anos.

    Muitos recordam do legado de Dom Fidelis Widmer, monge alemão do Mosteiro de Beuron e contemporâneo de outros religiosos que foram os reconstrutores da Ordem Beneditina no Brasil. 

    Contemporâneo de Dom Bonifácio Plum, Dom Suwitberth. Seu legado de fé é representado pela construção da Igreja de Nossa Senhora do Perpetuo Socorro em Boa Vista, na Baixada Campista. Além da construção da igreja implantou a devoção em Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e dava a catequese as crianças da Escola da Boa Vista. As lembranças continuam vivas na igreja que mantém na sacristia a lembrança do grande mestre da fé e do exemplo de monge e educador. 

    (Por Ricardo Gomes – Diocese de Campos)

    Capela de Santo Amaro. Em formato octogonal, não mais existe.
    Wakama
    Você Sabia?
    Desde o início da Segunda Guerra Mundial, os navios mercantes da marinha alemã tiveram restritas suas operações devido, em grande parte, à vigilância da Marinha Real Britânica. Muitas embarcações, no entanto, se encontravam atracadas em portos neutros muito antes do início do conflito. Algumas tentaram romper o bloqueio e, apesar de uma parte delas obter êxito, outras foram afundadas em alto mar pelos vasos de guerra franceses e britânicos, ou foram por fim afundadas por sua própria tripulação seguindo a orientação do almirantado alemão de que, não podendo a embarcação escapar, também não deveria ser tomada pelo inimigo.

    O Wakama, navio cargueiro alemão, chegou ao porto do Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1939, cinco dias antes do começo oficial da guerra. Permaneceu atracado até o dia 11 de fevereiro de 1940, quando a tripulação decidiu tentar burlar o bloqueio. Com deslocamento de 3 771 toneladas, partiu com uma carga de 5 000 t de itens gerais, incluindo 20 000 caixas de banha e grande quantidade de arroz e minérios de ferro.

    Afundamento

    Em 12 de fevereiro, pouco tempo depois de abandonar o porto, e quando já se encontrava à altura de Cabo Frio, o navio começou a emitir desesperados sinais de SOS, para, instantes depois, silenciar. A mensagem foi recolhida pela estação de rádio do Farol de São Thomé, que a retransmitiu às autoridades. Vários navios, enquanto isso, dirigiram-se ao local de onde teria partido o sinal, nada encontrando. Especulou-se a princípio que o navio teria sido afundado pelo cruzador britânico HMS Hawkins (D86), que ancorara no Rio de Janeiro dias antes.

    O Wakama, na verdade, fora interceptado por uma aeronave de patrulha do cruzador HMS Dorsetshire (40). Ao ser ordenado que parasse, seus tripulantes incendiaram o navio e o abandonaram. A embarcação britânica recolheu, em seguida, os 10 oficiais e 36 marinheiros.
    Foto: Anna Jiúlia - Pelag
    Você sabia que a Restinga é uma formação vegetal costeira? Essas espécies vegetais são extremamente adaptadas para aguentar o vento, o baixo nível de fertilidade do solo e a salinidade devido sua aproximação do mar. São fixadoras de dunas.

    Existem 3 fases de restinga: Rasteira, arbustiva e arbórea. Essa foto representa a primeira fase, a rasteira. Ajude a preservar esse tipo de vegetação!
           
      Você Sabia?
    Do livro: "Campos depois do Centenário" volume I - (Waldir Carvalho)
    Em 28 de agosto de 1943, era realizada a primeira viagem de ônibus entre as cidades de Niterói e Campos, e vice-versa. O empreendimento nada fácil para aquele tempo, só se efetivou graças a existência da (ainda sem asfalto) recém-inaugurada "Rodovia Amaral Peixoto".
    Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II - (Waldir Carvalho)
       Você Sabia?

      Em 30 de junho de 1962, era inaugurada a "Estrada do Açúcar", que posteriormente passou a se chamar Rodovia Deputado Alair Ferreira. Em 2020, a câmara de vereadores  de Campos aprovou um projeto de lei de mudança de nome, e agora a Rodovia denomina-se Paulo Albernaz. 

    30/06/1962 - Dia festivo para a população de toda Baixada Campista.
     Você Sabia?
                                                                      
    A torre do Farol voltou a sua cor original, vermelha, depois de já ter sido pintada de roxo-terra e com listras brancas.

    (Faróis Brasileiros)
    Você Sabia?

    O tipo de torre do nosso farol, foi patenteado em 1832 pelo engenheiro irlandês Alexander Mitchell e utilizado pela primeira vez no farol Maplin Sands, no estuário do rio Tâmisa, na Inglaterra em 1838. Esse tipo de torre ficou conhecido como "Mitchell", "Esqueleto", ou "Farol de Rosca".

    Além dele, Salinópolis e Belmonte são os únicos desse tipo ainda em operação dos 18 que já tivemos.

    (Faróis Brasileiros)
    faróis de São Thomé, Salinópolis e Belmonte
    Você Sabia?

    A tradicional marchinha de carnaval é sucesso na praia do Farol de São Thomé, desde o verão de 2002, quando Gerson Jones Freitas recebeu a proposta pela gestão da época, para realizar a marchinha de carnaval na Tenda Mix montada na orla, na Aldeia do Sol. O sucesso foi tão intenso, que o show de Gerson Jones e Banda com sua marchinha teve que ser transferida para o Náutico ao ar livre, o público era grande demais para a tenda.
    Tenda Mix - Carnaval Verão 2002 (Gerson Jones)
    Do livro: "Campos depois do Centenário" volume II 
    (Waldir Carvalho)
    CLUBE NÁUTICO DO FAROL - INAUGURAÇÃO - 1965
    Foi fundado em 5 de julho de 1965, 
    na zona norte da Praia do Farol de São Thomé.

    Sua primeira diretoria: Comodoro - Dr. Valdemir de Castro Moura; Vice-Comodoro - Augusto Holanda Cunha; Secretário - Dr. Augusto da Silva Falcão; Tesoureiro - Srta. Jucirema Quintanilha; Diretor de Patrimônio - Major Silvio Pereira de Araújo; Diretor de Esporte - Celino Pessanha Gonçalves.
    Baixa Grande da Leopoldina.
    Usina de Baixa Grande e Colégio Estadual Dr Barros Barreto.

    Francisco Xavier Cavalcanti de Albuquerque de Barros Barreto.

    Nascido em Pernambuco, engenheiro mecânico e agrônomo formado pela “A.M.I. Mech E.” em Londres, Inglaterra. Sempre se dedicou a atividades agroindustriais e à sua empresa, “F.C.A de Barros Barreto”, que representava indústrias de base Europeias de equipamentos para a indústria açucareira.

    Veio a estabelecer-se em Baixa Grande, em Campos dos Goytacazes no estado do Rio de Janeiro, nos primórdios da década de 1930 onde resgatou terras e equipamentos que restavam improdutivos. Muito lutou contra inúmeras adversidades construindo a Usina Santo Amaro com equipamentos e técnicas modernos, incorporando novas terras, construindo casa dignas para os que ali trabalhavam, Igreja, escola e novos prédios, criando melhores condições de trabalho para a região e os que ali viviam.

    Defensor dos que se dedicavam ao seu ramo de negócio, incentivou a criação do Instituto do Açúcar e do Álcool – IAA, tendo inclusive apresentado e oferecido anteprojeto de decreto de sua autoria, nesse sentido, ao governo, no ano de 1933.

    Faleceu no dia da inauguração da destilaria de álcool que construiu anexa à usina, com tecnologia e equipamentos importados, certamente gratificado por ter sido sempre defensor do uso do álcool como alternativa energética renovável.

    Em 1948, seu filho Dudley de Barros Barreto, “Doutorzinho”, construiu a escola a qual em homenagem, deu o nome do seu pai e fez doação da mesma ao estado do Rio de Janeiro, hoje C.E. Dr. Barros Barreto.
    Manoel Pereira Gonçalves - 1952
    Manoel Pereira Gonçalves nasceu na vila de Santo Amaro de Campos, em 30 de outubro de 1889. Seus pais foram Inácio Gonçalves da Fonseca e Maria Rita do Espírito Santo. 

    Foi agricultor e pecuarista e, assim mesmo, apesar da lida, entrou para a política com o objetivo de ajudar esses setores da economia. 

    Eleito vereador para o período legislativo de 01 de fevereiro de 1951 a 31 de janeiro de 1955 pelo PSD, com 675 votos. 

    Exerceu a vereança em duas legislaturas com uma conduta correta e ilibada chegando à presidência da Casa Legislativa em 1952.

    Na construção do Farol de São Thomé foi um dos carreteiros que levou material para o andamento da obra.

    Manoel Pereira Gonçalves foi um dos primeiros frequentadores da única praia campista, contribuindo muito para o progresso da localidade cedendo, inclusive, juntamente com outros proprietários locais, área de terra para a construção da praça pública ali existente.

    Sua importância para o crescimento e desenvolvimento do Farol foi de tão suma importância que em 29 de outubro de 1969, o vereador Danilo Knifis apresentou o Projeto nº 1056/69 que teve a Deliberação nº 2.376, denominando um logradouro público com o nome daquele edil. Foi deliberada em 06 de novembro de 1969, pelo então Presidente da Câmara Municipal, Francisco Paes Filho. A Lei foi sancionada pelo Prefeito Sr. José Carlos Vieira Barbosa em 04 de dezembro de 1969. (Monitor Campista, 20 de novembro de 1969).

    O Colégio Estadual do Farol leva o seu nome.
     Você Sabia?

    Em 19 de abril de 2004, foi sancionada a Lei nº 7.581, que autoriza o Poder Executivo Municipal, a criar Biblioteca Municipal, em Farol de São Thomé.
    A Biblioteca fica na orla no Centro do Farol, próximo a Marinha
    Em 17 de dezembro de 2009, foi sancionada a Lei nº 8.131Esta Lei regulamenta o depósito legal de publicações realizadas em território do Município de Campos dos Goytacazes, na Biblioteca Municipal Nilo Peçanha, objetivando assegurar a atualização específica do acervo do Setor de Campos, além de possibilitar o controle e a divulgação da bibliografia de autores campistas ou sobre esse Município.
    A PRINCESA ISABEL VISITA SANTO AMARO
        Do livro:"Na Terra dos Heróes" volume I - (Waldir Carvalho)
    Quem Se Lembra da TELERJ?

    Esse é um Cartão de Orelhão de 20 Unidades, 
    Com Imagem da Torre do Farol de São Thomé.
    Você Sabia?

    O Heliporto São Thomé da Petrobras, situado na RJ-216, chegada da praia campista, em junho de 2020, completou 22 anos de operação. Começou a operar em junho de 1998, na praia do Farol de São Thomé.

    As primeiras empresas de táxi aéreo a operar na Praia Campista foram AERÓLEO e AERRE AIR (essa última, hoje conhecida como BHS/CHC)

    A primeira empresa de Limpeza e Conservação a ganhar uma licitação no empreendimento foi a Luso Brasileira, seguida um ano e meio depois pela Multiteck 

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