Até março de 2024 ocorre a 43ª temporada de desovas de tartarugas, quando, aproximadamente, 25 mil desovas viabilizarão o nascimento de cerca de dois milhões de filhotes nas praias do litoral brasileiro, que vão do norte do Rio de Janeiro ao sul do Rio Grande do Norte.
O ritual se repete todos os anos, alternando as visitantes a cada ano. Exuberantes fêmeas de tartarugas marinhas, que vão de 200 a 800 Kg, retornam fielmente às praias onde nasceram para depositar na areia os ovos de seus filhotes, perpetuando com isso o ciclo interminável da vida. Tecnicamente esse período se chama temporada reprodutiva e desovas e nascimentos ocorrem principalmente entre os meses de setembro e março de todo ano. O litoral brasileiro recebe a visita de cinco das sete espécies de tartarugas marinhas existentes atualmente: Chelonia mydas (tartaruga-verde), Caretta caretta (tartaruga-cabeçuda), Eretmochelys imbricata (tartaruga-de-pente), Lepidochelys olivacea (tartaruga-oliva) e Dermochelys coriacea (tartaruga- de-couro).
O Rio de Janeiro e o Espírito Santo são estados com maior incidência de tartarugas encontradas, são áreas prioritárias para a reprodução da espécie Caretta Caretta, conhecida como tartaruga-cabeçuda, e o litoral norte do Espírito Santo também é prioritário para reprodução de Dermochelys coriacea, a tartaruga-de-couro.
Em função de inúmeras ameaças, naturais e humanas, apenas uma pequena parcela consegue chegar à idade adulta. Entre as ameaças estão a predação natural por outros animais, a erosão, o trânsito de pessoas e veículos nas praias, a predação por animais domésticos ou selvagens, a fotopoluição causada por avenidas ou calçadões e eventos a beira mar e resultados da ocupação do ambiente marinho e costeiro, por empreendimentos.
Se você estiver na praia e se deparar com estacas numeradas pela Fundação Projeto Tamar, cujo nome vem das iniciais “Tartaruga” e “Marinha”, saiba que ali está a indicação de um ninho de tartaruga.
Para ajudar a proteger os filhotes que vão nascer naquela área, o órgão orienta a não retirar nem se aproximar das estacas.
Com informações do ICMBIO

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