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Inea resgata capivara ferida à beira-mar na praia do Farol

 Após verificação de saúde, animal foi solto dentro da zona de amortecimento do Parque Estadual da Lagoa do Açu

 Foto: Divulgação.

Na manhã desta quarta-feira 08, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea), realizou o resgate de uma capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) machucada, à beira-mar, na praia do Farol de São Thomé, em Campos dos Goytacazes. O animal foi localizado pelo Projeto Tamar, que contatou o Parque Estadual da Lagoa do Açu (Pelag). Após a verificação do estado de saúde, o animal foi solto dentro da área de amortecimento da unidade de conservação. 

Os guarda parques do Inea foram acionados por volta de 8h30 pela equipe de monitoramento do Projeto Tamar. A região em que o animal foi encontrado, à beira mar, é comum a saída de animais como cobras, capivaras e, por vezes, jacarés, junto a vegetação oriunda do rio do canal das flechas. O canal possui um sistema de comportas que faz a ligação entre a Lagoa Feia e o mar. A abertura dessas comportas são feitas para controle de nível, drenagem ou manutenção, o que altera o fluxo de água.

Quando as comportas são abertas, especialmente após períodos de chuva, o alto volume de água doce empurra grande quantidade de vegetação da lagoa e margens do canal em direção ao mar. Nesse processo, animais que vivem na vegetação ou nas margens (como cobras, jacarés e capivaras) podem ser arrastados junto com os detritos orgânicos para a beira-mar, tornando comum o avistamento desses animais na costa

A região abriga uma fauna diversa, incluindo jacarés, capivaras e cobras, que utilizam a área de manguezal e vegetação alagadiça adjacente.

 Foto: Divulgação.

Após o chamado, a equipe de seis agentes ambientais se deslocou imediatamente até a praia, onde a capivara se encontrava, para realizar o manejo do animal. Os agentes fizeram o cercamento da capivara e procederam com a captura utilizando uma rede. Após a contenção e verificação de saúde, ela foi conduzida a uma área segura localizada nas proximidades do parque. Esse local já é utilizado para solturas de outros animais, justamente por oferecer condições adequadas de proteção.

A área escolhida para a soltura está inserida na zona de amortecimento e apresenta características que favorecem a conservação da espécie: Trata-se de uma reserva ambiental, com mais de oito mil hectares, onde diversas espécies habitam e são protegidas, como os tamanduás mirins, mico estrelas, ouriços cacheiros, aves, entre outros, sendo a área monitorada pelo Pelag/Inea.

Sobre a unidade de conservação - Com 8.249,12 hectares, o Parque Estadual da Lagoa do Açu abrange partes dos municípios de Campos e de São João da Barra, no Norte Fluminense. A unidade de conservação tem como um de seus objetivos assegurar a preservação de parte de um dos mais ricos e bem preservados remanescentes de vegetação de restinga do Estado do Rio. Administrado pelo Inea, protege restingas, mangues e lagoas, sendo um refúgio para biodiversidade e local de desova de tartarugas marinhas.


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