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    Marisqueiras fazem manifestação e interditam RJ-216 na entrada do Farol

    Divulgação | Reprodução
    Marisqueiras se juntaram para realizar um protesto no início da manhã desta quinta-feira (16), na RJ 216, entrada da praia do Farol de São Thomé.

    O aglomerado, de aproximadamente 30 pessoas que recebem o auxílio defeso pela condição de pescadores artesanais, interditou a RJ 216. Elas reclamaram do atraso no repasse do benefício por parte da Prefeitura. O ato teve início às 7h e foi encerrado, por volta das 10h, após a Polícia Militar ser acionada pelo Ministério Público, levando em consideração o risco da aglomeração em um momento que o município, por decreto, mantém regras de isolamento social com objetivo de conter a propagação do novo coronavírus.

    De acordo com uma manifestante, a pesca fechou no dia 1º de março e ainda não houve o pagamento do defeso. Ela disse ainda que houve uma reunião com representantes do Governo e das marisqueiras, sendo informadas que não haveria pagamento por conta do auxilio emergencial.

    O auxílio defeso, objeto de reivindicação das marisqueiras, é concedido aos pescadores profissionais artesanais quando são impedidos de exercer suas atividades para permitir a reprodução das espécies exploradas, neste caso, o camarão e que, ainda não tem tempo hábil na carteira do Registro Geral da Pesca (RGP) para receber o seguro pelo governo federal. O defeso do camarão começou no dia 01 de março e prossegue até o dia 31 de maio.

    Uma nota solicitando mais informações sobre o pagamento do auxílio já foi enviada para a assessoria de comunicação da Prefeitura de Campos, mas ainda não houve resposta até o momento.

    A manifestação foi prontamente dispersada, com ajuda da Polícia Militar, após o promotor Marcelo Lessa, titular da 2ª Promotoria de Tutela Coletiva, entrar em contato com o tenente-coronel Luis Henrique Barbosa, comandante do 8º Batalhão de Polícia Militar. 

    — O ideal era que nem tivesse ocorrido, mas, assim que soubemos, agimos. É importante que essas pessoas saibam que essas aglomerações trazem perigo para os próprios manifestantes — explicou o promotor, Marcelo Lessa, logo após a situação na RJ 216 ter se sido controlada.
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    Folha 1 | Redação

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