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    Conheça a história do pescador de Santo Amaro que mora dentro do Rio Paraíba em Campos

    O pescador é nascido e criado no distrito de Santo Amaro, na Baixada Campista. 
    Reprodução
    Em meio a tantos moradores de rua em Campos, um homem escolheu viver debaixo da ponte. Situação rotineira e até comum não fosse exatamente o local escolhido ser literalmente dentro do Rio Paraíba do Sul, no Centro de Campos. Debaixo de um dos pilares centrais da ponte Leonel Brizola, popularmente conhecida como Ponte Rosinha, Leandro faz moradia e não teme os mais de 9 metros do rio. Não tem como negar: até mesmo os olhares mais apressados e desatentos notam a moradia do pescador que é nascido e criado no distrito de Santo Amaro, na Baixada Campista. 

    Leandro disse, ao morador de Campos Henrique Rodrigues, que escolheu morar naquele local, considerado no mínimo inóspito, porque sente medo de que seja vítima de algum tipo de violência, caso morasse nas ruas da cidade. Ao contrário do que muitos possam imaginar, Leandro não é um morador de rua sem profissão. Ele é pescador. Segundo ele, trabalhava no mar, mas teve o seu registro transferido para pesca de água doce porque já "passou grandes sufocos no mar e tem medo de morrer". Henrique Rodrigues, se sensibilizou com a história de Leandro, que já foi morador da praia do Farol, e postou nas redes sociais pedindo ajuda aos órgãos competentes para o caso.

    Em época de rio cheio, a mãe de Leandro - que não se conforma com a moradia escolhida pelo filho - segue até o Centro de Campos, pega um barco e navega até o pé do pilar central da ponte para passar algumas horas com o filho e saber se "tá tudo bem com ele", como ela mesma diz. 

    Diferente de um passado próximo, "atualmente, não há peixes no Paraíba", conforme garante o pescador. Para sobreviver, Leandro cata papelão pelas ruas da maior cidade do interior do Estado. E a rotina do pescador-catador de papelão se repete dia após dia. Ele pega o barco de pequeno porte, navega até à margem do Paraíba, sobe, pega o seu carrinho e sai para catar papelão. O lucro, varia. Mas não consegue mais do que R$ 15, 20 por dia. Após o árduo trabalho, depois de andar até 20 quilômetros, Leandro retorna para à margem do Paraíba, desce as escadas e depois ainda encontra forças para navegar de volta até o local onde escolheu para ser o seu lar.  







    Notícia Urbana | Redação

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