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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Vítimas torturadas em Farol estão com medo de represálias

(fotos: Silvana Rust)
Um dos jovens agredidos deixou a cidade depois que a família denunciou um empresário pela tortura

As famílias das vítimas torturadas na praia do Farol de São Thomé, em Campos, no mês passado, estão com medo de represálias. Prova disso é que um dos três adolescentes agredidos foi levado para morar em outra cidade.

O Jornal Terceira Via da cidade de Campos conversou com dois adolescentes de 15 e 17 anos, na casa deles. Eles afirmam que foram torturados por uma hora, com coronhadas e socos para confessar que furtaram objetos de obra em uma creche que estava em construção na praia.

"Não fomos nós que furtamos a creche. Eu até trabalhei na creche por um tempo como ajudante de pedreiro mas não roubei e por isso não confessei o que eles queriam", contou o menino de 15 anos.

"Eu fui o que mais apanhei com socos no rosto e coronhada o tempo inteiro. Só queria entender o porquê", disse o adolescente de 17 anos.

Os pais das vítimas estão revoltados com o caso. "Sabemos que os envolvidos foram presos. O pior foi saber que eles são nossos conhecidos desde a infância. Eles têm casas aqui em Farol e conhecemos a família deles. Por isso não esperávamos que eles fossem capazes de fazer o que fizeram", disse a mãe de uma das vítimas.

Os parentes das vítimas afirmaram que foram procurados por conhecidos dos suspeitos para retirar a queixa, mas não o fizeram.

"Fomos tratados muito bem no Ministério Público e na Polícia Militar, mas queremos saber onde está e por que um policial do DPO do Farol fez uma fotografia dos meninos com um tablet. Queremos essa foto, pois ainda nos sentimos ameaçados", declarou a avó de um dos adolescentes.

Na última segunda-feira (22), o empresário Ralph Gomes de Azevedo, 34 anos, e o amigo dele, Adriano Piedade, foram presos preventivamente por decisão da Justiça. Segundo a denúncia oferecida pela Segunda Promotoria de Investigação Penal (PIP), os suspeitos torturaram os adolescentes, todos meninos, porque acreditavam que eles tivessem praticado um furto na empresa de Ralph.

No mês passado, as vítimas foram ameaçadas e torturadas para que confessassem. Porém, os jovens negaram ter furtado a empresa e foram ainda mais agredidos.

Revoltados, os pais dos adolescentes denunciaram o crime ao Ministério Público. A Justiça expediu os mandados de prisão preventiva contra os acusados para garantir a integridade física das vítimas no decorrer do processo. Na delegacia, tanto Ralph quanto Adriano não quiseram prestar depoimento. Eles se reservaram o direito de só falar em juízo.

Os acusados foram levados para a Casa de Custódia Dalton de Castro, onde estão à disposição da Justiça.


Entendendo o caso


O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou, e a Justiça mandou prender, o empresário da construção civil Ralph Azevedo, de 34 anos, e Adriano Piedade, de 35. Eles e mais uma terceira pessoa, não identificada, estão sendo acusados de torturar e agredir fisicamente dois adolescentes de 17 anos e um maior de idade, para que eles confessassem o furto de fios e bombas de uma obra de uma creche, na Praia do Farol de São Thomé, litoral de Campos.

Segundo a promotora da 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal Renata Chaves, essas pessoas ainda serão investigadas. O crime ocorreu no dia 26 de junho deste ano e mais quatro pessoas foram citadas em depoimentos das vítimas, entre elas, um policial militar, um policial civil e um ex-vereador da cidade.

Mandados - Contra Ralph e Adriano foram expedidos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, cumpridos na última segunda-feira (22/7), em Campos, pelo Grupo de Apoio à Promotoria (GAP). Ralph foi preso no local do trabalho, na Avenida José Alves de Azevedo (Beira- Valão), Parque Rosário. Na casa dele foi apreendida uma pistola de calibre 380. Já Adriano foi preso próximo da própria residência, cujo endereço não foi divulgado. Os dois foram conduzidos para a Cadeia Pública Dalton Crespo de Castro, na Codin, em Guarus.

A promotora relatou que os menores e o maior narraram que estavam jogando vídeo game em uma casa no Farol, quando chegaram Ralph, Adriano e o terceiro homem, armados e dando coronhadas nas três vítimas. "Queriam saber do furto ocorrido em uma creche. Em seguida, eles (os suspeitos) arrastaram os meninos até um carro e os levaram até a localidade de Gaivota, no Farol. Durante todo o trajeto eles batiam nos jovens e queriam a confissão deles. Lá, os meninos disseram que Ralph falou que iria a sua casa para pegar uma arma para matá-los, e que depois jogaria a arma fora. Ao retornar, Ralph recebeu uma ligação e disse que 'havia sujado'", relatou.

Revolta das famílias e pedido de providências

Em seguida, afirmou a promotora, todos foram parar do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Farol, onde os três supostos agressores desceram do carro com as armas na cintura e falaram com o policial militar de plantão, que foi até o carro e pediu para as vítimas descerem. Ele teria fotografado os três, que foram liberados do local. Isso gerou revolta e a mãe de um dos menores foi até a 134ª Delegacia Legal (DL/Centro) para registrar o caso e não conseguiu.

A mesma mãe teria ainda recebido ligações de um ex-vereador, pedindo para ela esquecer o caso. Inconformada, ela, juntamente com familiares das outras vítimas, foi ao MP-RJ e ao 8º Batalhão de Polícia Militar (BPM/Campos) registrar queixa formal contra o PM. Ela teria ainda sido intimada pelo irmão de um dos acusados. Se condenados, Ralph e Adriano podem pegar de dois a oito anos de prisão por tortura, podendo aumentar pelo agravante do sequestro e pelo fato de duas vítimas serem menores. "Mesmo que as vítimas tenham sido autores do furto, nada justificava tortura", disse a promotora.


Sobre o possível envolvimento de um PM do DPO de Farol de São Thomé, o subcomandante do 8º BPM, major Fábio Campos, informou que foi instaurado procedimento investigatório para apurar o caso.





Jornal Terceira Via / O Diário RJ

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