segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Outubro Rosa e a superação do câncer

Fotos: Silvana Rust
O mês de outubro é reservado para a campanha de alerta e conscientização do tumor que mais mata mulheres no Brasil e no mundo: o câncer de mama.

A doença é causada pela multiplicação desordenada de células e somente no ano passado foram registrados quase 58 mil casos, se tornando o mais incidente na  feminina, exceto os casos de câncer de pele não melanoma, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). 

Completando mais um ano de existência a campanha Outubro Rosa tem como objetivo informar as mulheres em relação à prevenção dessa doença, além de contribuir com histórias de superação.

Com 41 anos, a dona de casa Cida Lysandro descobriu que fazia parte das estatísticas. Ela soube da possibilidade da doença durante a consulta da própria filha ao médico. “Eu fazia o autoexame e a não tinha nódulo. O médico logo percebeu que poderia ser um sinal de câncer, porque havia a chamada  retração de mamilo. Na mamografia veio o diagnóstico e no outro dia eu fiz a ultrassonografia e confirmei que estava com a doença, era um câncer bilateral de mama. Foi um choque, o mundo parece que vai desabar em nossa cabeça”, lembra.

Hoje, já curada, Cida revela que superou o câncer de mama e encarou a doença sempre com otimismo, mas foi do apoio da família que ela conseguiu forças para poder enfrentar a grande batalha contra o câncer de mama.

“Eu passei por todo o tratamento de quimioterapia, radioterapia, retirei as duas mamas e depois fiz a reconstrução com prótese de silicone. Por ter sido um câncer bilateral, a margem que o médico me deu foi de dez anos. Tive alta há dois anos e faço o acompanhamento anual. É uma fase muito complicada e eu tive o apoio total da minha família, foram ombros gigantes que me apoiaram. Eu sempre digo para quem está passando pelo que eu passei para não perder a fé em Deus e lutar, porque tudo na vida passa, tanto os momentos bons, quanto os ruins e essa fase vai passar”, encoraja.

A autoestima e o acompanhamento psicológico
Segundo Cida, o que mais influenciou em seu tratamento, além da vontade de vencer, foi o acompanhamento psicológico. A psicóloga Ludmilla Lang ressalta que durante o primeiro contato com o paciente, o profissional precisa desmitificar o estigma do câncer.

“Nem todos os pacientes acham que precisam desse apoio, então durante todo o tratamento a gente faz esse acompanhamento, chamando a família inclusive, porque não tem como tratar o paciente se não tratar também essas pessoas que convivem junto, pois com a doença todo mundo adoece. É preciso ainda fazer uma psicoeducação com o paciente, saber o que ele sabe sobre o câncer, qual o tratamento dele e o que está ocasionando de mais dificuldade, para assim dar uma maior qualidade de vida durante esse processo tão complicado”, explica.

A especialista também comenta que o acompanhamento psicológico deve seguir até a conclusão do tratamento, pois a paciente com câncer precisa se reinserir no meio social. “O trabalho é feito através do resgate da autoestima, da autoimagem, de quem eu sou e o que eu sou. É um ressignificar da vida. No momento em que ela recebe o diagnóstico, essa mulher não vai ser a mesma. Eu sempre digo que existem duas opções: a mudança para melhor ou não, mas acredito que grande parte dessas pessoas, diante de um diagnóstico que possa ameaçar a sua vida, começa a dar um novo sentido a sua existência. Acho que todos nós deveríamos lembrar de que um dia temos certeza de que vamos embora e, por isso, precisamos fazer nosso melhor hoje”, completa.

Profissional de perucas vem a Campos e faz doações
Considerado o maior especialista de solução capilar através de perucas e próteses capilares de cabelos naturais, Luiz Crispim esteve pelo quinto ano em Campos dos Goytacazes para abraçar a causa do câncer de mama, fazendo doações de perucas a mulheres que passam pelo tratamento contra a doença.

O profissional explica que o seu trabalho é personalizado conforme as medidas da cabeça, tipos de cabelo, tamanho, comprimento e é até a rotina daquela mulher que vai receber a peruca, para que ela possa ter a liberdade de usar como se fosse o próprio cabelo. O objetivo é fazer com que a pessoa sinta com visual que usava antes dos fios caírem devido aos procedimentos oncológicos.

“A perucas são feitas a partir da doação dos fios de cabelo de outras mulheres. Eu costumo dizer que quero devolver a última identidade daquela paciente, sem a obrigação de devolução. Já foram mais de mil perucas doadas e não existe uma quantidade para oferecer e sim qualidade de trabalho. Campos é uma cidade que faz parte da minha vida e foi aqui que conheci um maquiador que hoje trabalha comigo, logo fazer um trabalho como esses nessa cidade é um algo muito gratificante”, revela.

Após sete anos fazendo trabalhos sociais pelo Brasil, em 2017 Crispim criou o Confio, um projeto apoiado por diversas personalidades do país e que motiva as pessoas a doarem seus cabelos para ajudar o próximo. “Um dia eu olhei as redes sociais dos projetos que eu apoiava e vi que ainda precisava personalizar essas doações, fazer perucas conforme a identidade da pessoa, pois às vezes a mulher recebe uma doação de cabelo, mas não se identifica. Eu queria que essa pessoa se olhasse no espelho e sentisse ela mesma”, descreve.

O trabalho de sucesso também tem como parceiro o Hospital Dr. Beda e o Oncobeda. Para o profissional, é uma honra ter no Confio uma das maiores referências no tratamento do câncer. “É um orgulho muito grande saber que existe uma organização que faz o melhor para essas pacientes. Uma parceria de sucesso, solidariedade e amor”, finaliza.

Jornal Terceira Via / Fotos: Silvana Rust

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