quarta-feira, 14 de setembro de 2016

TAMAR - Temporada reprodutiva das tartarugas marinhas até março

Foto: Tamar - Bacia de Campos
O período reprodutivo das tartarugas marinhas fica compreendido entre os meses de setembro e março, e durante estes meses, fêmeas da espécie cabeçuda (Caretta caretta) procuram as praias do litoral norte fluminense para desovar.


O Projeto Tamar foi criado em 1980 e hoje é reconhecido internacionalmente como uma das mais bem sucedidas experiências de conservação marinha e serve de modelo para outros países, sobretudo porque envolve as comunidades costeiras diretamente no seu trabalho socioambiental.

Pesquisa, conservação e manejo das cinco espécies de tartarugas marinhas que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção, é a principal missão do Tamar, que protege cerca de 1.100km de praias, através de 23 bases de pesquisa e conservação e 11 Centros de Visitantes localizados em áreas de alimentação, desova, crescimento e descanso desses animais, no litoral e ilhas oceânicas, em nove estados brasileiros. 

O TAMAR atua na região norte fluminense desde 1992 e a Base Bacia de Campos, monitora aproximadamente 98 km de praias, abrangendo os municípios de Campos dos Goytacazes, São João da Barra e São Francisco de Itabapoana. O período reprodutivo das tartarugas marinhas fica compreendido entre os meses de setembro e março, e durante estes meses, fêmeas da espécie cabeçuda (Caretta caretta) procuram as praias do litoral norte fluminense para desovar. No dia 1º de setembro o Projeto Tamar deu início ao monitoramento da temporada reprodutiva 2016/2017 das tartarugas marinhas. 

Na última temporada reprodutiva 2015/2016 a Base Bacia de Campos protegeu 2.898 desovas e liberou ao mar aproximadamente 222 mil filhotes. Nas praias do município de Campos dos Goytacazes registramos 1213 desovas e aproximadamente 85.430 filhotes foram liberados, para isso, o projeto conta com o apoio de pesquisadores, estagiários e principalmente de pescadores, comunidade e veranistas.

Durante o processo de desova, as fêmeas de tartarugas marinhas que chegam ao litoral do município e os filhotes que nascem nos ninhos depositados nas praias podem ser diretamente impactados por fatores adversos tais como o excesso de iluminação e trânsito de veículos na praia. O excesso de iluminação artificial (mais fortes que a luz natural refletida pelo mar) provoca a desorientação das fêmeas, muitas vezes causando a interrupção do processo de desova, e nos filhotes, a iluminação pode causar desorientação levando-os a se perderem no processo de caminhada para o mar, causando a morte dos mesmos por predação ou desidratação. 

A questão da iluminação em praias de desova é regulamentada pela Portaria do IBAMA N° 11 de janeiro de 1995. O trânsito de veículos nas praias causa a compactação da areia dificultando e muitas vezes impedindo a saída dos filhotes dos ninhos, podendo causar o atropelamento das fêmeas e filhotes no percurso entre o ninho e o mar; criar sulcos na areia impedindo os filhotes de atingirem o mar; desorientar e perturbar fêmeas no processo de desova e filhotes durante a noite, e ocasionar o atropelamento das balizas de marcação de desovas, retirando e danificando-as, ressalta-se que o trânsito de veículos nas praias é regulamentado pela Portaria do IBAMA N° 10 de janeiro de 1995.

Além das atividades de monitoramento e manejo reprodutivo durante as temporadas de nidificação das tartarugas marinhas, o projeto desenvolve um trabalho de monitoramento das atividades pesqueiras, onde conta principalmente com o apoio e parceria dos pescadores locais, que ao capturarem incidentalmente uma tartaruga marinha, entram em contato com o projeto, e daí então, são coletados todos os dados biológicos como espécie, comprimento do casco, largura, peso, etc. E em seguida o animal recebe uma marcação com um par de anilhas de metal que contem uma numeração específica e o endereço do projeto, esta marcação funciona como uma carteira de identidade do animal. Caso o animal esteja em boas condições de saúde ele é solto imediatamente, já em casos onde os animais apresentam algum tipo de problema, acabam sendo encaminhados para tratamento clinico veterinário e permanecem em reabilitação.

O projeto também desenvolve um trabalho de educação ambiental com as comunidades locais, através de oficinas, palestras, atividades lúdicas e atividades nas escolas municipais, estaduais e particulares.

O Projeto Tamar tem como patrocinador oficial a Petrobras.



Tamar Bacia de Campos

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