sábado, 11 de outubro de 2014

Drogas deixam marcas e destroem famílias

Foto Divulgação

O dependente de drogas procura momentos de puro prazer. Chama de brisa aquela sensação de absoluto relaxamento. Entorpecido, ignora acontecimentos e pessoas ao seu redor. Por alguns minutos, permanece apartado das responsabilidades.


Mas o consumo de entorpecentes, o “câncer” de nossa sociedade, colabora para fulminar as famílias. Os adictos perdem o emprego, se envolvem em crimes, se tornam violentos e estão condenados a viver longe das pessoas que amam.

O retrato desesperador desta situação do nosso tempo está impresso nos boletins de ocorrência dos organismos policiais do País inteiro. Nos últimos meses, foram registrados acontecimentos hediondos. Crimes onde filhos, em profunda crise de abstinência, sem a droga nas mãos para saciar seus desejos imediatos, acabam matando os próprios parentes. Para espanto dos brasileiros, os fatos envolveram pessoas residentes em bairros elegantes. São filhos de empresários, que cursavam universidades, podiam se vestir com as roupas mais caras e passear com os carros mais modernos.

É a prova de que a droga não escolhe vítimas. Ela escraviza ricos e pobres, jovens e adultos. O LSD e o ecstasy circulam nas festas elegantes. A cocaína está nos escritórios das grandes empresas. A maconha á encontrada dentro dos colégios e universidades. O crack está nas favelas e nos cruzamentos movimentos no centro da cidade.

Os entorpecentes são uma praga desafiando as forças policiais, governos e igrejas, que perdem para o tráfico a influência na vida das comunidades. Significam prejuízos para os empresários, que assistem impotentes à queda da produtividade do funcionário adicto. São um inimigo ferrenho dos médicos, que, nem sempre, conseguem evitar que a overdose leve vidas. Não existe, nas delegacias ou organismos do governo, nenhuma estatística absoluta sobre o número de dependentes e quantas mortes elas causaram na história.

Mas o drama pode ser sentido dentro de casa. O convívio com o adicto é sinônimo de perigo. Quando o dependente não chega ao absurdo de agredir e até matar os próprios pais, ele saqueia a própria residência. Arranca os eletrodomésticos da cozinha e as roupas do armário e vai trocar tudo pro drogas. Entrega, praticamente de graça, os bens que, para serem comprados, exigiram anos de trabalho duro. Assim, núcleos familiares inteiros são destruídos.

 Tratamento

         Além da vigilância e do acompanhamento da família, é necessário tratamento médico para o dependente de drogas. Após a avaliação física e mental feita por um profissional, dependendo de suas condições, o viciado pode ser encaminhado para:

         · Terapia individual.
         · Terapia familiar ou grupal.
         · Internação para desintoxicação. 
         · Contato com centros de saúde mental ou grupos de ajuda.

Atenção: Em casos de overdose ou comportamento descontrolado, é necessário um tratamento hospitalar emergencial.

Quem a gente ama merece respeito

Nunca compartilhe cachimbos ou seringas.
Nunca misture drogas diferentes.
Procure ajuda e persevere. Se você é usuário de drogas, converse com a sua família e busque um centro de apoio.
Se usar drogas NÃO DIRIJA.

 Nunca use drogas se estiver grávida ou amamentando. Preserve a sua qualidade de vida e a de sua família: evite as drogas.            














Fonte: Jornal Correio Popular / Associação Paulista de Medicina

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