terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Xexé - Parque Estadual da Lagoa do Açu

PELAG
Xexé é um Parque, unidade de conservação, o Parque Estadual da Lagoa do Açu. 

O Parque Estadual da Lagoa do Açu - PELAG, completará 5 anos no dia 20 de março de 2017.

O Parque Estadual da Lagoa do Açu - PELAG possui uma área total aproximada de 8.251,45 hectares, indo do Farol de São Thomé até a Barra do Açu, mais do que o dobro do Parque Nacional da Tijuca, no Rio. Localizado nos municípios de Campos dos Goytacazes e São João da Barra o Parque Estadual da Lagoa do Açu abriga um enorme banhado, o Banhado da Boa Vista, e uma lagoa, importantes áreas de restinga e uma extensa faixa de praia, local de desova de tartarugas marinhas. A região ainda é local de pouso e nidificação de aves migratórias e abriga uma grande variedade de espécies ameaçadas de extinção. Além do Ouriço-cacheiro e do Tamanduá-mirim, o parque abriga também o Cachorro-do-mato, entre outros mamíferos, além de mais de 150 espécies de aves já registradas e fotografadas pelos Guardas do parque.
Guarda-parques - Foto: PELAG
A equipe do PELAG vem a mais de quatro anos, trabalhando com esmero, com o objetivo de coibir a caça, a pesca irregular e a retirada da flora local. 

A pesca dentro dos limites do Parque Estadual da Lagoa do Açu, só é permitido mediante apresentação da carteirinha de pesca emitida pelo PELAG.

Depois de quatro anos de trabalho a equipe começou a colher os frutos; com registros de tamanduás com filhotes no dorso, cachorro-do-mato com seus filhotinhos, que foi uma surpresa imensurável, pois, houve relatos de moradores de que já não existiria mais o cachorro-do-mato, devido a caça para o mero prazer de comer um animal silvestre, o que é considerado crime ambiental.
Cachorro-do-mato (Cerdocyon thous)
Foto: Samir Mansur
Heron Costa, chefe do PELAG, conta que o aparecimento constante de animais como o tamanduá-mirim, Ouriço-cacheiro, cachorro do mato, entre outros, reflete nos trabalhos que a equipe vem arduamente desenvolvendo.em prol do ambiente.
Dia 19 de junho de 2014, foi confirmado a existência do Callithrix penicillata conhecido como Mico-estrela ou Sagui-de-tufo-preto no PELAG, apesar de belo, esse pequeno é uma espécie invasora e pode causar sérios danos a outras espécies. Além de ser um risco para algumas espécies de aves ameaçadas de extinção, esse pequeno ser é capaz de matar uma árvore de grande porte, devido à parte de sua dieta ser gomívora, ou seja, ele se alimenta da "goma" da árvore. Essa resina é formada através do processo de cicatrização feito pela árvore após a mordida. Muitas mordidas podem sucumbir a árvore.
Mico-estrela ou Sagui-de-tufo-preto
(Callithrix penicillata)
Foto: PELAG
A restinga do Xexé é uma área prioritária de proteção pelo PROBIO/MMA (Programa de Biodiversidade do Ministério do Meio Ambiente) e representa o último remanescente de Mata de Restinga no litoral do município de Campos dos Goytacazes. Segundo IGESA (Kristosch, com. pess.) esse ecossistema é um dos mais ameaçados do Brasil, ocupa uma região de intensa especulação imobiliária, isto é, a região imediatamente costeira, sendo foco de uma série de ações conflitantes no que diz respeito ao seu uso. 
Uma das principais importâncias ecológicas desse ecossistema é o de servir de refúgio para espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo, o sabiá da praia (Mimus gilvus) e a preguiça de coleira (Bradypus torquatus). Além disso, a Restinga do Xexé é área de desova da tartaruga marinha cabeçuda (Caretta caretta).
Foto: PELAG
 A luta pela criação do parque foi encabeçada pelo diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Inea, André Ilha. A criação do parque também proporciona oportunidades para o desenvolvimento do ecoturismo na região, protegendo áreas que podem ser utilizadas para a prática de esportes como canoagem e windsurf.

Em 1992, a região foi elevada à condição de Reserva da Biosfera pela Unesco. O Ministério do Meio Ambiente, através da Portaria 126, de 27 de maio de 2004, passou a considerá-la como alta prioridade para a conservação da biodiversidade, recomendando, inclusive, a criação de uma unidade de conservação. As áreas alagadas do parque também são importantes: o Banhado da Boa Vista, situado próximo ao Farol de São Thomé, é reduto de espécies endêmicas de peixes e sítios de pouso e nidificação de aves migratórias.

A Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos (Sigep) classificou a Lagoa Salgada como um sítio geológico e paleontológico, devido à única ocorrência de estromatólitos (vestígios minerais de atividade microbiana de épocas passadas) do Brasil e, provavelmente, da América do Sul. Ocorrências semelhantes foram constatadas até o momento na Austrália, China e Estados Unidos, inclusive no Parque Nacional de Yellowstone.


Maçarico-grande-de-perna-amarela (Tringa melanoleuca)

Canário-da-terra-verdadeiro (Sicalis flaveola)
Foto: Samir Mansur 


Anu-branco (Gura guira) Foto: Samir Mansur
Platalea ajaja – Colhereiros
Foto: Luciano Moreira Lima





































Anu-coroca (Crotophaga major) Foto: Cordeiro Denison

















Cardeal-do-nordeste (Paroaria dominicana)
Foto: Samir Mansur





































Coruja-buraqueira (Athene cunicularia)
Foto: Denison Cordeiro
Waglerophis merremii – Boipeva
 Foto: Luciano Moreira Lima
Foto: Fabiana Henriques
Foto: Fabiana Henriques

Sede provisória do PELAG cedida gentilmente pelas 
secretarias de turismo e meio ambiente de Campos-RJ.




Fontes: www.rj.gov.br / Pelag / Heron Costa / Samir Mansur / Redação

2 comentários:

  1. bom dia gostaria de saber como faço para fazer parte desse grupo do parque .

    elbertgsampaio@uol.com.br

    ResponderExcluir
  2. Lindo parque! Tenho casa no Açu mas só descobri agora o parque através do jornal na TV.

    ResponderExcluir

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