quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

P-55 entra em operação no campo de Roncador na Bacia de Campos

Divulgação
A Petrobras informa que a plataforma de produção P55, um dos projetos estratégicos do seu Plano de Negócios e Gestão 2013-2017, entrou em operação na última terça-feira (31/12), no campo de Roncador, na Bacia de Campos.

A P-55 é parte integrante do projeto Módulo 3 do campo de Roncador. Nela serão interligados 17 poços, sendo 11 produtores de petróleo e gás e seis injetores de água. A exportação de petróleo e gás natural da plataforma será realizada por dutos submarinos conectados da plataforma até a rede de escoamento de petróleo e gás da Bacia de Campos.

A P-55, unidade do tipo semi-submersível, instalada em local onde a profundidade é de 1.800 metros, foi projetada para processar 180 mil barris de petróleo por dia, comprimir 6 milhões m³ por dia de gás natural e injetar 290 mil barris de água por dia.

Com 52 mil toneladas, 10 mil m² de área, a P-55 é a maior plataforma semissubmersível construída no Brasil e uma das maiores do gênero no mundo.

A obra da P-55 integra o Plano de Aceleração do Crescimento - PAC - do Governo Federal. A construção e a integração dos módulos da plataforma foram feitos integralmente no Brasil, o que contribuiu para que o índice de conteúdo local chegasse a 79%. As obras geraram cerca de 5 mil empregos diretos e 15 mil indiretos.

A nova unidade trabalhará em conjunto com as plataformas de produção P-52 e P-54, já instaladas no campo de Roncador, e com a plataforma P-62, que deixou no dia 30/12/13 o Estaleiro Atlântico Sul, em Ipojuca (PE) e está a caminho da sua locação no Módulo IV do Campo.

DADOS TÉCNICOS SOBRE A P-55:

Dimensões do casco (compr. x larg. x alt.): 94 m x 94 m x 43 m 

Peso total do Topside (convés/módulos): 26 mil toneladas

Conteúdo Local: 79%

Produção de petróleo: 180.000 barris por dia

Compressão de Gás: 6.000.000 de m³ por dia

Injeção de água: 290.000 barris por Plataforma P-55 entra em operação no campo de Roncador

CONSTRUÍDA, P-61 DEIXA ANGRAS EM DIREÇÃO A PAPA-TERRA

A P-61 saiu na última terça-feira (31/12) do estaleiro BrasFels, na baía de Angra dos Reis (RJ), onde foram concluídas a construção e integração da unidade. A unidade fará parada técnica para abastecimento de diesel e água nas proximidades de Ilha Grande e seguirá viagem até a locação final, no campo de Papa-Terra, na Bacia de Campos, onde chegará em aproximadamente seis dias após a saída do estaleiro.

Primeira plataforma do tipo TLWP (Tension Leg Wellhead Plataform) a ser construída e a operar no Brasil, a P-61 atuará em conjunto com o FPSO (unidade que produz, armazena e transfere petróleo, na sigla em inglês) P-63, que iniciou a produção de petróleo em Papa-Terra no último dia 11 de novembro. Juntas, as unidades têm capacidade para produzir 140 mil barris de petróleo por dia, nos 18 poços aos quais serão interligadas.

Toda produção da P-61 será transferida para a P-63, que fará o processamento, o armazenamento e o escoamento do petróleo extraído por meio de navio aliviador. A P-63 também é capaz de comprimir 1 milhão de m3/d de gás natural e o gás excedente ao consumo nas plataformas será injetado no reservatório.

O campo de Papa-Terra, operado pela Petrobras (62,5%) em parceria com a Chevron (37,5%), está localizado a 110 km da costa brasileira, onde a profundidade varia de 400 a 1400 metros.

TECNOLOGIA

A combinação de reservatórios com petróleo de grau API variando entre 14 e 17, e em águas profundas, faz o desenvolvimento do campo de Papa-Terra um dos projetos mais complexos já concebidos pela Petrobras, requerendo a incorporação de diversas soluções inovadoras, que incluem a própria P-61.

O modelo TLWP se assemelha às semissubmersíveis (SS), com a diferença de que usa tendões verticais para a sua ancoragem, ao invés das linhas de ancoragem padrão.

Essa tecnologia faz com a que a plataforma tenha uma baixa amplitude de movimentos, permitindo que as árvores de natal (válvulas de controle de poços) sejam secas, instaladas no convés da TLWP, ao invés de no fundo do mar, como ocorre nas SSs e FPSOs. A razão do uso dessa alternativa é permitir maior facilidade de intervenção nos poços por usarem bombeio centrifugo submerso.

CONSTRUÇÃO

Assim como a P-63, a P-61 é uma das novas unidades que fazem parte dos projetos de produção programados para este ano no Plano de Negócios e Gestão (PNG) 2013-2017 da Petrobras.

A construção do convés e dos quatro módulos - dois de acionamento e controle de bombeio centrífugo submerso (BCS) dos poços, um para distribuição elétrica e controle da plataforma e um de alojamento - da plataforma ocorreu em Cingapura, na Ásia. De lá, foram trazidos até o Estaleiro BrasFels, em Angra dos Reis (RJ), onde a empresa contratada BrasFels fez o casco e se responsabilizou pela união e integração das diversas partes.

No pico das obras, a P-61 gerou 2.450 empregos diretos e 7.350 empregos indiretos. O conteúdo local dos seus serviços chegou a 65%.

DADOS DA P-61

Capacidade de produção de petróleo: 100 mil barris/dia;

Capacidade própria de geração elétrica: 3 X 2000 kW (total de 6000 kW); 

Capacidade da alimentação elétrica externa: até 35 MW recebidos da P-63, para cargas de processo;

Profundidade de água: 1.200 m;

Acomodações: 60 pessoas;

Peso total da plataforma: cerca de 23 mil toneladas.









Ascom / Ururau

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