domingo, 4 de agosto de 2013

Complexo Logístico Portuário Farol/Barra do Furado já é realidade

                                                          Carlos Grevi










“O crescimento econômico só deixa sua marca quando o crescimento econômico gera desenvolvimento econômico/social para a cidade. Hoje, eu posso dizer que o Complexo Logístico Portuário e Industrial Farol/Barra do Furado já é uma realidade e não tem mais volta. Eu acredito que num curto espaço de tempo, Campos e Quissamã irão começar a colher os frutos desse mega empreendimento”. As palavras são do secretário municipal de Petróleo, Energias Alternativas e Inovação Tecnológica, Marcelo Neves.


Segundo adiantou o secretário, as primeiras empresas do Farol/Barra do Furado irão começar suas obras já no segundo semestre do ano que vem e as expectativas com relação ao empreendimento são as melhores possíveis. “Nós já temos a perspectiva para que 2015 tenhamos grandes transformações em toda a área do Farol/Barra do Furado”, informou.

Marcelo disse que o investimento, que inicialmente ultrapassaria a marca dos 1 bilhão, somando os recursos públicos, dos Governos Federal, Estadual e Municipal (através da parceria com a cidade de Quissamã), mais os recursos privados, certamente agora aumentará muito mais. 

“Nós ainda não temos uma magnitude de valor, porque o projeto está terminando a fase de adequação para ser apresentado ao governo federal, mas podemos salientar que o investimento será estrondoso, coisa nunca vista antes em toda a região”, afirmou Neves.

Nesse momento, as obras estão se concentrando em cima do término do píer, que entra para o mar adentro, e esse píer é que vai ligar a casa de máquinas e abrigar as bombas, que farão exatamente o transpasse de sedimentos, os chamados sand by pass (sistema australiano que vai bombear sedimentos da areia do lado de Quissamã e jogar para o lado de Campos). Após essa etapa, os serviços se iniciarão na questão da adequação do mole sul, e depois passam para a primeira fase da dragagem, que deve se estender até o final do próximo ano.

“Estamos em constantes reuniões com os investidores. Já são seis macro empreendedores que já adquiriram áreas lá (quatro do lado de Campos e dois de Quissamã) e que ali irão construir suas bases. São elas: Quissamã (Docshore e o Estaleiro STX) e Campos (Estaleiro EISA, BR-Offshore, Alusa e Estaleiro Cassinú). Todos eles já estão com suas áreas construídas e alguns já têm licenças de instalação, outras estão em processo de obtenção delas. A BR-Offshore é que está com o processo mais adiantado”, mencionou o secretário. 

PROJETO MUDA E TORNA O COMPLEXO PORTUÁRIO AINDA MAIS ABRANGENTE

Segundo Marcelo, com o advento do pré-sal, as demandas com relação a questão de apoio as embarcações, dos navios, que estarão operando no Complexo Portuário, vai ser muito maior, uma média de três a quatro vezes mais daquilo que é hoje. Neves ainda explicou que a estrutura do pré-sal por ser muito mais profunda, demanda uma quantidade de serviços muito maiores.

“Houve uma necessidade de uma readequação do projeto original porque o mesmo datava de 2005, assim como também houve uma evolução nas embarcações. As mesmas cresceram muito mais e se tornaram de grande porte, com isso o calado (espaço ocupado pelo navio dentro da água) acabou tendo de ser bem maior. Já que teve que se mudar alguma coisa do projeto original, a gente acabou aproveitando para crescer a magnitude do mesmo. Então, o que era originariamente de um determinado tamanho, acabou aumentando, tanto na extensão e largura quanto no calado. Ou seja, o complexo vai acabar ficando ainda mais atrativo”, comentou.

VANTAGEM GEOGRÁFICA

De acordo com o secretário, hoje a grande vantagem do Complexo Portuário Farol/Barra do Furado, em relação a outros portos que estão sendo criados no Brasil, é que seu ponto geográfico é estrategicamente mais próximo das plataformas da Bacia de Campos.

Outra diferença que torna esse projeto diferente dos outros do país, é que ele é construído com a chancela dos três governos. “Então tudo isso acaba por dar ainda mais segurança aos investidores, porque qualquer empreendimento que é feito com o aval dos três poderes isso dá uma credibilidade muito maior aos empresários”, reforçou.

DESENVOLVIMENTO E VALOR AMBIENTAL

De acordo com Neves, o empreendimento não só tem a questão do desenvolvimento como um todo, como também tem o valor ambiental, já que com esse procedimento se irá reconstruir aquilo que originariamente existia na natureza. 

“Vai haver agora uma reposição do lado de Campos, aumentando aquela margem do lado da cidade e o lado de Quissamã. Aquela enorme faixa de areia irá se recuar um pouco agora, procurando nivelar as duas partes. Dessa forma, você irá recompor aquela costa ali da forma que era antes”, contou o secretário revelando que os estaleiros que irão se instalar em Campos e Barra do Furado, são para construção e reparos de embarcações. 

Ainda segundo informou Marcelo, isso também vai facilitar a entrada das embarcações no canal. “Além do complexo tem a Zona Especial de Negócios (ZEN) que o município está trabalhando, porque o empreendimento irá atrair empresas que irão trabalhar na retroárea do complexo. São fornecedores que esses grandes estaleiros irão precisar”, ressaltou. 

RENDA PARA OS MUNICÍPIOS E EMPREGO PARA AS POPULAÇÕES

Essas empresas, que terão suas bases no complexo, também serão atraídas pela redução de tributos municipais, através da redução de ICMS (imposto sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual, intermunicipal e de comunicação) e de tributos estaduais, que tende a reduzir o ICMS de 18% para 2% para quem investir nessas áreas. 

Além disso, com essa ZEN, o governo irá trabalhar no sistema de concessão, sistema esse que ainda está sendo estudada a melhor forma de fazê-lo para as empresas que ali irão se instalar. “Isso irá gerar, além da questão dos impostos, empregos para as pessoas, visto que, para você se instalar na ZEN você terá que cumprir determinadas regras, como por exemplo, um determinado percentual da mão de obra contratada tem que ser local. E isso irá gerar riqueza para o município, uma vez que você emprega sua população, você traz condições de renda para a cidade”, citou o secretário concluindo da forma como iniciou:

“Quando você passa a criar determinadas condições para que a população seja envolvida no processo, esse crescimento se desenvolve socialmente”.







Ururau


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