quarta-feira, 30 de abril de 2014

Cuidados diários com a saúde são fundamentais para evitar um AVC

A cada seis minutos uma pessoa morre de Acidente Vascular Cerebral (AVC) no Brasil.

De acordo com o cardiologista, Félix Chalita, a faixa etária mais atingida pela doença é acima dos 50 anos, mas também existem casos de pessoas mais jovens que sofrem o acidente vascular. A doença atinge 12% da população brasileira. Já as doenças cardiovasculares - cérebro e coração - representam 32% das mortes mundiais.
“O AVC é uma patologia em que existe um déficit de sangue em uma área cerebral, essa diminuição acontece ou por obstrução numa artéria causada por uma embolia, uma trombose ou então por um aneurisma, levando assim a ter esse déficit nessa zona cerebral”, disse.
Dependendo do grau que esse acidentes vascular atinge o cérebro a pessoa pode ir a óbito ou ficar com sequelas. “Cada área cerebral tem a sua importância e representatividade no organismo, para movimentar um braço ou uma perna. Havendo essa diminuição de sangue nessa área cerebral no lado direito, por exemplo, a redução de força afeta o lado esquerdo. Outras sequelas são alteração na fala, alteração também no nível de consciência”, explicou.

O especialista explica ainda que o AVC representa um dano vascular, com o envelhecimento humano as artérias também ficam envelhecidas. Algumas patologias como diabetes e pressão alta, ajudam a agravar a situação.
“Nas pessoas de faixa etária entre 20 e 40 anos, são comuns AVCs causadas por aneurisma cerebral com origem mais congênita com o enfraquecimento das paredes arteriais, que se rompem e extravasam sangue para o tecido cerebral”, citou.
TIPOS
Chalita informou que existem dois tipos de AVC. “O hemorrágico é quando a o rompimento da artéria e o sangue cai no tecido cerebral, se cair grande quantidade e atingir um centro cerebral vital, como o respiratório e circulatório, o paciente pode ir a óbito. E o isquêmico é quando junto com o vaso existe uma placa que o obstrui parcialmente, a parte central do tecido cerebral sofre mais, em volta é menos atingida e ainda tem recuperação”, informou.
FATORES
O que leva um paciente a ter um AVC são fatores que vão interferir na parede arterial formando placas ou trombose, como: a hipertensão, diabetes, fumo (para as mulheres que usam anticoncepcional e fumam a incidência é ainda maior), aumento no colesterol, sedentarismo, sobrepeso, estresse e o fator hereditário.
COMO EVITAR
“Vivemos em uma sociedade em que o conforto é o repouso, então as pessoas devem procurar não aumentar o peso, praticar exercícios físicos, pelo menos 30 minutos de caminhada por dia, evitar o fumo, controlar diabetes e a hipertensão”, ressaltou.

TRATAMENTO
O cardiologista explica que é preciso agir rápido, pois o tempo é importante para evitar um grande dano cerebral. “O ideal é procurar um médico antes de completar três horas que o paciente sentiu os sintomas. Se notou um formigamento ou dificuldade de mover um membro deve ir à unidade de saúde mais próxima. Ao chegar ao hospital vai passar por exames como o de sangue, um eletro e tomografia cerebral”, explicou.
O paciente que sofrer um AVC isquêmico será necessário fazer uso de uma medicação chamada trombolítico, inserida na veia para dissolver esse trombo. “O isquêmico também pode ser tratado com oxigenioterapia, além disso, a pessoa vai ter que cuidar da pressão arterial, nessa hora não pode nem baixar demais, nem aumentar muito. Também será preciso controlar a glicose, e logo nesse início começar a fisioterapia que é fundamental. No AVC tipo isquêmico pode fazer uso dos antiplaquetários para afinar o sangue”, falou.

Félix ressalta que dentro do AVC isquêmico também pode ser inserido o AVC embólico. “É quando um embolo, que saiu de alguma parte do organismo, sobe até o cérebro. A causa mais comum é arritmia cardíaca, quando ela ocorre leva um aumento nos batimentos cardíacos e isso forma um coagulo.  Esse coagulo que vai direto para o cérebro e causa uma embolia cerebral. Neste caso os médicos utilizam como tratamento os anticoagulantes que também ajudam a afinar o sangue. Existem três tipos de anticoagulantes, um já existe há 50 anos, mas é preciso fazer exames de 15 em 15 dias para saber como esta o sangue desse paciente. O outros dois foram lançados a pouco tempo, mas ainda são caros para o público”, ressaltou.
O AVC hemorrágico é o tipo mais grave, em alguns casos é necessária uma cirurgia para retirar o hematoma.
“Se for uma hemorragia causada por um aneurisma existe um método americano, que é uma sonda, é introduzida no paciente do mesmo jeito que uma angioplastia, da virilha até a cabeça, no ponto onde houve o AVC. Essa sonda faz o pinçamento, e se for feito rápido pode até curar. Nos casos em que se rompe a artéria, e esta joga sangue no tecido cerebral é mais difícil, inicialmente faz uma tentativa de abrir o cérebro para aspirar o sangue. Depois é preciso fazer com que ele tenha os cuidados gerais, dando oxigênio, cuidando da pressão, da diabetes, do colesterol, fazer a fisioterapia e uso de medicação”, comentou.

Assim que sofre um AVC e inicia o tratamento o paciente deve ir ao cardiologista de dois em dois meses, depois de três em três e sem seguida o período vai aumentando o tempo. O médico diz que os cuidados serão contínuos, como fazer exames e manter bons hábitos como forma de prevenção.
“Se durante esses exames for diagnosticado que o paciente esta com arritmia cardíaca. Nós fazemos um exame chamado abrasão é uma sonda que vai até o coração, conseguimos ver o órgão por dentro. Quando chega até o local onde esta com arritmia, faz o processo de queima e o coração volta a bater normalmente. Mais volto a dizer que é necessário fazer o controle de pressão, diabetes, colesterol e imediatamente dar inicio a fisioterapia”, finalizou.





Ururau

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